![]() |
| Trechos respectivamente exclusivos dentro dos Finais "A", "B" e "C" |
Cinema Vírgula
Bem vindo ao Cinema Vírgula! Com foco principal em notícias e críticas de Cinema e Filmes, este blog também traz informações de Séries de TV, Quadrinhos, Livros, Jogos de Tabuleiro e Videogames. Em resumo, o melhor da Cultura Pop.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Curiosidades Cinema Vírgula #051 - Relembrando o filme hollywoodiano do jogo de tabuleiro Detetive, lançado com TRÊS finais diferentes nos cinemas!
sábado, 3 de janeiro de 2026
Retrospectiva Cinema Vírgula 2025: confira os Melhores e Piores filmes e séries do ano que passou!
FELIZ 2026 a todos os leitores do Cinema Vírgula! Em 2025 eu quase bati o recorde de publicações em um único ano deste blog... foram 74; contra 76 do ainda recordista 2015.
E novamente, como já acontece há vários anos, trago no primeiro final de semana do nosso novo ciclo solar uma retrospectiva do melhor e pior de filmes e seriados do ano que se passou. Lembrando que o critério para ser citado aqui é eu ter assistido, e de ter sido lançado no Brasil em 2025. Bora!
Os filmes de 2025
Assim como no ano passado, em geral os melhores filmes apareceram no começo do ano, afinal, eram os "filmes do Oscar". Depois disso, nada de muito interessante. E novamente os estúdios internacionais focaram pesado em continuações ao invés de criarem coisas novas... O resultado? Sono. Outra tendência que vem se consolidando é que as pessoas vão mais para o cinema ver filmes infantis, e ligam cada vez menos para os filmes mais "adultos". Tanto que o Top 3 de bilheteria mundial ficou com a animação chinesa Ne Zha 2 - O Renascer da Alma em primeiro lugar, Zootopia 2 em segundo, e com o live-action de Lilo & Stitch em terceiro.
Melhores: com muito orgulho, para mim os 3 melhores que assisti neste ano são... brasileiros!! Trata-se de Ainda Estou Aqui, responsável nada menos pelo primeiro Oscar do Brasil na história, O Agente Secreto e O Filho de Mil Homens, este último exclusivo da Netflix. Escrevi a crítica de todos eles aqui no Cinema Vírgula, basta clicar no nome para ler. ;)
Em termos internacionais, o melhor pra mim foi um anime, o espetacular Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito. E também faço questão de citar aqui entre os melhores o filme do Superman. Poderia ter sido melhor? Sem dúvida. Mas foi o melhor filme de super-heróis do ano e, dada a enorme responsabilidade que ele tinha - reconstruir e reiniciar o Universo DC nos cinemas - o fez de modo satisfatório.
![]() |
| Walter Salles (ao centro) e Fernanda Torres nas gravações de Ainda Estou Aqui |
Piores: aqui vamos começar com meu Top 2: em segundo lugar vem The Old Guard 2, da Netflix. O primeiro filme até tinha sido bom e promissor... mas sua continuação errou tudo. Agora o pior filme que assisti no ano, disparadamente, foi Um Filme Minecraft, que infelizmente para mim aliás, foi grande sucesso de bilheteria. O filme é tão horroroso que não tive vontade sequer de escrever sua crítica aqui para o blog.
Como menções honrosas, quero citar também A Fonte da Juventude, da AppleTV+, e The Electric State, da Netflix. Como todos bem sabemos, as empresas de streaming prezam pela quantidade ao invés da qualidade, e por isso que são deles que vemos muitos filmes ruins envolvendo artistas famosos. Porém com The Electric State a dona Netflix se superou, já que gastou US$ 320 milhões para fazer essa bomba, um dos filmes mais caros da história.
Decepções: Missão: Impossível - O Acerto Final não é ruim. Mas sendo este oitavo Missão Impossível o final da franquia, é um pouco decepcionante que ele seja o filme menos bom desde o terceiro. Outra decepção que tive foi com O Esquema Fenício, filme do diretor Wes Anderson, que gosto bastante. Também não é um filme ruim, mas certamente é o mais fraco de toda a carreira de Wes, cujos filmes estão piorando, mas parecia ter se recuperado com sua série de curtas lançada na Netflix.
![]() |
| O horror! Simplesmente, o horror! |
A surpresa: depois de um ano tão tenso e problemático como 2025, quis me dar o direito de descansar o cérebro com um filme em que não tenha que me preocupar com discussões da vida real, apenas me divertir. No caso, falo de F1: O Filme. E ele entra na minha lista de surpresas porque os estadunidenses costumam não entender de Fórmula 1, então não estava esperando por um filme bom. F1: O Filme é basicamente uma história de conto de fadas para amantes desse esporte. Conexão com a realidade? Muito pouco. Mas é épico, vaza testosterona, e conta com uma fotografia primorosa, além de uma trilha sonora boa e empolgante.
As séries de 2025
Entendo que 2025 não foi um ano tão bom para as séries de TV, primeiro porque o que mais gostei de assistir foi Frieren (Crunchyroll e Netflix), que não tem episódios novos desde meados de 2024. E temporadas bem esperadas, como as finais de The Boys (Prime Video) e Dungeon Meshi (Netflix), e a segunda temporada de Fallout (Prime Vídeo), ficaram só para 2026. E praticamente todos os seriados que gostei muito em anos anteriores, entregaram temporadas inferiores em 2025. Enfim, vamos aos meus comentários...
Melhores: com o grande número de decepções, deu para trazer de volta Black Mirror (Netflix) como uma das melhores séries do ano. Sua 7ª temporada não trouxe temas muito recentes e originais, mas ainda sim, achei que 5 dos seus 6 episódios trouxeram histórias muito boas; e o outro que entra aqui é a 2ª e última temporada de Sandman (Netflix), que conforme disse anteriormente nesta lista, perdeu bastante qualidade em sua metade final, mas ainda assim, como um todo, encerra a série muito acima da média.
![]() |
| Sandman (2ª temporada) |
Piores: agora a escolha ficou fácil: os piores são facilmente identificáveis e vieram em dose dupla. Trata-se das 2ª temporadas de Wandinha (Netflix) e de The Last of Us (HBO Max). Não bastando uma trama bem parecida (e piorada), e reciclando os mesmos vilões da temporada anterior, o roteiro de Wandinha faz algo ainda pior: tira muito tempo de tela da então protagonista, interpretada pela ótima Jenna Ortega, e dá bastante espaço para vários outros personagens, infinitamente menos interessantes. Já os "jênios" roteiristas de The Last of Us pegam a maior e mais chocante reviravolta que, nos videogames, acontece no meio de The Last of Us Part II, e já a revela no final do primeiro episódio, o que estraga muito o impacto da trama, tanto desta 2ª temporada, quanto da futura 3ª. Mas os problemas não param por aí: a personagem Ellie é absurdamente inconsistente, alternando entre uma "bocó fofa" e a pessoa violenta e vingativa que deveria ser, seguindo o material original. Ah, deixando claro, isso NÃO é culpa da atriz, é culpa do roteiro. Certamente não continuarei a assistir nenhuma destas duas séries.
![]() |
| Wandinha (2ª temporada) |
Decepções: a lista tem vários nomes, e já aviso que gostei da temporada 2025 de todos eles. O problema é que em todos os casos eu esperava mais, e o que estes seriados entregaram, foi certamente a pior temporada de seus respectivos programas. São eles: Pacificador (HBO Max), The White Lotus (HBO Max), Only Murders in the Building (Disney+) e 1670 (Netflix). Uma pena, pois tenho apreço a todas estas séries. Provavelmente não irei mais assistir The White Lotus, entendo que a fórmula está 100% esgotada. Para os outros 3, vou dar novas chances. E, não acredito no que vou falar mas lá vai: Only Murders in the Building precisa renovar bastante os personagens, e principalmente, se livrar da personagem de Meryl Streep, a pior coisa da última temporada.
A surpresa: e não é que a estréia de James Gunn como novo chefão do universo DC foi boa apesar de ser com um título totalmente desconhecido (e portanto arriscado)? A primeira temporada da animação Creature Commandos (HBO Max) me surpreendeu positivamente, e apesar de ser uma espécie de continuação direta de um inconsistente Esquadrão Suicida, o resultado final foi muito bom.
Lembrando que os filmes em laranja negrito e com um (*) são aqueles a que dou uma nota de no mínimo 8,0 e portanto, recomendo fortemente.
quinta-feira, 1 de janeiro de 2026
Crítica - A Empregada (2025)
Ano novo, filmes novos! Estreando hoje, 1º de Janeiro, nos cinemas brasileiros temos A Empregada, filme de suspense com orçamento respeitável e que até agora tem se saído melhor nas bilheterias norte-americanas do que o previsto.
A história de A Empregada é baseada em um livro de mesmo nome de 2022, escrito pela escritora estadunidense Freida McFadden. Mas apesar de ser baseado em uma obra literária o roteiro é no máximo mediano, contando com várias situações improváveis, clichês, e muitos diálogos dignos de novelas mexicanas. Os atores também são bem ruins, canastrões. Já as atrizes estão bem: Sydney Sweeney atua de forma competente e sem comprometer (e além disso a produção explora um bocado de sua beleza), e a atuação de Amanda Seyfried é provavelmente a melhor coisa do filme.
A Empregada é definitivamente vendido como um filme de suspense psicológico, beirando o terror, até pelo livro original. Porém, talvez porque o diretor é Paul Feig, que está bem mais acostumado a fazer filmes de comédia, o que temos aqui, alternando com os momentos de tensão, são dezenas de cenas surreais, vergonhosas, que levam o publico a rir de tanto constrangimento e absurdo. O mesmo pode ser dito da trilha sonora, que acompanha o clima "pastelão" de A Empregada, e reforça, de modo surpreendente e equivocado que o filme não se leva a sério.
Felizmente nem tudo de A Empregada é ruim. A fotografia é muito bem feita e nos momentos em que o filme não está envergonhando o espectador, as cenas de suspense são realmente tensas, sufocantes, o que eleva a qualidade da produção e, afinal de contas, cumpre o que prometeu entregar.
E principalmente, com as reviravoltas de sua parte final, o filme melhora bem em todos os aspectos, e mesmo com algumas explicações continuarem a não fazer sentido, o desfecho é bem satisfatório para o publico, salvando de vez A Empregada.
Com baixos gigantescos e altos, A Empregada ainda assim deverá agradar o público em geral, tanto masculino como feminino, e talvez até mais o último. Nota: 6,0
sexta-feira, 26 de dezembro de 2025
Dupla Crítica Filmes Netflix - O Filho de Mil Homens (2025) e A Noite Sempre Chega (2025)
Hoje publico minhas duas últimas críticas de filmes de 2025, ambos lançamentos exclusivos na Netflix. O primeiro e mais recente, O Filho de Mil Homens, foi lançado em Outubro e é produção nacional. Já A Noite Sempre Chega é um filme estadunidense que estreou em Agosto, e resolvi trazê-lo aqui porque ele teve pouca repercussão, então é uma oportunidade para mais pessoas conhecerem. Bora para as análises!
O segundo filme deste artigo também é adaptação de um livro, trata-se do livro de mesmo nome escrito pelo estadunidense Willy Vlautin, publicado em 2021. Porém, mesmo sendo a adaptação de algo escrito já há alguns anos, fiquei com a sensação de que A Noite Sempre Chega teve fortes influências do cinema recente. Explico:
terça-feira, 23 de dezembro de 2025
Wish You Were Here: a música que acaba de ganhar seu clipe após 50 anos!!
O lançamento colocou nesta semana o álbum no primeiro lugar do ranking de vendas do Reino Unido, pouco mais de 50 anos do lançamento original de Wish You Were Here, batendo o recorde de "álbum com maior intervalo de tempo decorrido entre duas vezes em que chegou ao primeiro lugar das paradas britânicas", que era "pouco menos de 50 anos", via edição comemorativa do Abbey Road dos Beatles.
Mas o número "50" não para por aí. A música que dá o nome ao disco, Wish You Were Here, nunca teve um clipe oficial em toda a sua história. E finalmente ganhou uma(!), via site oficial da banda, há 4 dias atrás. Confira este momento histórico ouvindo a música e vendo o clipe abaixo:
A música Wish You Were Here, que assim como boa parte do disco que faz parte, tem como tema a "ausência", e é uma das mais belas e tristes músicas da banda, bem como da história do Rock.
Sempre foi amplamente dito que a música foi criada em homenagem a Syd Barrett, ex-membro e fundador da banda, que teve que deixar o Pink Floyd em 1968, devido a drogas e problemas de saúde, causados pela pressão da indústria musical. Porém em 2012, em um documentário para a TV intitulado The Story of Wish You Were Here, a dupla criadora da canção diverge: enquanto David Gilmour confirma a história, Roger Waters diz que ele escreveu a letra pensando em seus próprios sentimentos.
Seja qual forem os motivos, Wish You Were Here e Pink Floyd são eternos, como os acontecimentos desta semana estão para provar. :)
PS: a foto do artigo é do Instagram do próprio David Gilmour, onde ele "brinda" que o álbum alcançou o número 1 no Reino Unido
PS2: abaixo segue a letra da música, com tradução, para quem quiser acompanhar
Eu Queria Que Você Estivesse Aqui
Wish You Were Here
Então, então você acha que consegue distinguir
So, so you think you can tell
O céu do inferno?
Heaven from hell?
A alegria da dor?
Blue skies from pain?
Você consegue distinguir um campo verde
Can you tell a green field
De um trilho de aço frio?
From a cold steel rail?
Um sorriso de uma máscara?
A smile from a veil?
Você acha que consegue distinguir?
Do you think you can tell?
Será que eles conseguiram fazer você trocar
Did they get you to trade
Os seus heróis por fantasmas?
Your heroes for ghosts?
Cinzas quentes por árvores?
Hot ashes for trees?
O ar quente por uma brisa fresca?
Hot air for a cool breeze?
O bom conforto por mudanças?
Cold comfort for change?
Será que você trocou
Did you exchange
Um papel de figurante na guerra
A walk on part in the war
Por um papel principal numa cela?
For a lead role in a cage?
Como eu queria
How I wish
Como eu queria que você estivesse aqui
How I wish you were here
Nós somos apenas duas almas perdidas
We're just two lost souls
Nadando em um aquário ano após ano
Swimming in a fish bowl year after year
Correndo sobre o mesmo velho chão
Running over the same old ground
O que nós descobrimos?
What have we found?
Os mesmos velhos medos
The same old fears
Queria que você estivesse aqui
Wish you were here
segunda-feira, 15 de dezembro de 2025
Crítica Netflix - Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out (2025)
quarta-feira, 10 de dezembro de 2025
Relembrando / Homenageando o SEGA Saturn e o SEGA Dreamcast
![]() |
| Panzer Dragoon 2 Zwei |
![]() |
| Virtua Fighter e Clockwork Knight foram dois dos primeiros lançamentos para o Saturn |
![]() |
| Sega Rally Championship e Steep Slope Sliders |
![]() |
| Apesar de alguns problemas de renderização, Daytona USA é tão bom que sozinho já justificaria a aquisição do console |
![]() |
| Dois jogos bem diferentes: Guardian Heroes misturava beat'em up com RPG, já Radiant Silvergun serviu de inspiração para o inovador jogo Ikaruga, do Dreamcast |
![]() |
| Sonic R (a esq.) e Nights Into Dreams (a dir.) foram o mais próximo de um "novo Sonic" que o Saturn teve |
![]() |
| SoulCalibur |
![]() |
| A icônica cena da Sonic fugindo da orca em Sonic Adventure foi um dos cartões de visita do Dreamcast |
![]() |
| Crazy Taxi e Space Channel 5, franquias da SEGA conhecidas até hoje, iniciaram suas histórias no Dreamcast |
![]() |
| Phantasy Star Online foi um marco para a história dos videogames |
![]() |
| Mais dois jogos de esporte com boas vendas: Virtua Striker 2 e Tony Hawk's Pro Skater 2. Provavelmente este último não iria ferir a exigência de exclusividade da EA |
![]() |
| Jet Set Radio: um dos mais icônicos e diferentes lançamentos do Dreamcast |
Conheça Hitman - a HQ precursora de The Boys - que agora está completa no Brasil e é a verdadeira obra prima de Garth Ennis
O grande criador e roteirista de quadrinhos norte-irlandês Garth Ennis é mundialmente conhecido pelos seus trabalhos com Preacher , suas mar...
-
A Trilogia Baztán é uma série de livros da escritora espanhola Dolores Redondo, que alcançou fama em diversos países e é uma das publicações...
-
Em meu artigo de curiosidades de hoje, vamos desfazer uma confusão muito comum feita por quem assistia aos antigos desenhos clássicos da Han...
-
Se eu tivesse escrito este post anos atrás, certamente haveria muita comoção (e até alguns xingamentos). Será que vai acontecer o mesmo a...






























