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segunda-feira, 28 de abril de 2025

Vem aí! Nova série de animação de Asterix na Netflix + Novo álbum de Asterix que será em... Portugal, ora pois!

Notícias curtas, simples, mas empolgantes para fãs de Asterix. A começar por esta semana, já que na Quarta-feira dia 30 de Abril, estréia na Netflix a série de desenho animado Asterix e Obelix: O Combate dos Chefes.

A série, que conterá 5 episódios com cerca de 30 minutos cada, é claramente baseada no álbum O Combate dos Chefes, sétimo volume em quadrinhos produzido sobre o pequeno guerreiro gaulês. Segue abaixo o trailer da atração, que está bem engraçado.



E o álbum 41 vem aí!

Sim, mantendo a tradição, todo Outubro de ano ímpar tem novo álbum de Asterix, certo? Certo! E a data já está marcada! Será lançado em 23 de Outubro de 2025, o 41º álbum de nosso herói: Asterix na Lusitânia (o nome atribuído na Antiguidade ao atual território onde fica Portugal).

Das páginas do volume 17... será ele que vamos revê-lo?

Detalhes sobre a trama? Segundo Fabcaro, que volta para escrever Asterix pela segunda vez após seu Asterix - O Íris Branco, tudo começa quando um ex-escravo lusitano, que conheceu os gauleses nO Domínio dos Deuses (17º álbum de Asterix), vai até a aldeia de nossos amigos pedir ajuda.

Segue abaixo um trecho de uma folha promocional (em francês) sobre o novo álbum. Chega logo, Novembro!

quarta-feira, 23 de abril de 2025

Os Smurfs estão voltando com tudo para o Brasil. E o melhor, de maneira inédita nos Quadrinhos!


Não estamos nos anos 80, onde os Smurfs eram uma febre entre as crianças no Brasil e no mundo, graças principalmente ao seu recém lançado desenho da TV (foram 9 temporadas entre 1981 a 1989!). Porém estamos em 2025, e hoje trago para vocês pelo menos 2 bons motivos para voltar a viver este encanto de outrora!

Primeiro, caso exista alguém que consiga não saber quem são os Smurfs: trata-se de uma série de personagens de quadrinhos criada em 1958 pelo cartunista belga Pierre Culliford, muito mais conhecido como Peyo. Os Smurfs (Les Schtroumpfs no original) são criaturinhas humanóides azuis, bondosas e simpáticas, e que vivem na floresta, escondidas dos humanos. Peyo escreveu e desenhou 16 álbuns dos Smurfs, sendo o último destes publicado em 1992, mesmo ano de seu falecimento.

Porém a obra foi continuada por seu filho Thierry Culliford, que continua escrevendo e publicando novos álbuns dos Smurfs; atualmente seu ritmo de produção é de um novo título por ano. O mais recente, Les Schtroumpfs et la Cape Magique, de 2024, é o 42º da coleção.


Os Smurfs em quadrinhos estão de volta ao Brasil!

Neste mês tivemos a grata surpresa do anúncio de que os Smurfs voltarão a ser publicados no Brasil, agora pela editora Comix Zone. E o melhor, eles prometeram trazer pela primeira vez a obra "integral" e em ordem cronológica... Por "integral", seriam todos os 16 álbuns escritos por Peyo.

E isto é muito bacana, pois apesar de todo sucesso que os Smurfs sempre desfrutaram no Brasil, ainda há uma pequena parte deste material inédita por aqui. Além disto, de tudo que já foi publicado, foi fora de ordem, sem nenhum compromisso cronológico. A Comix Zone está sendo a 4ª editora a trazer os "duendes azuis" para cá, sendo que a primeira tentativa foi feita pela editora Vecchi (nos anos 70, em formatinho), depois pela editora Abril (anos 80, também em formatinho), e finalmente pela L&PM (entre 2011 e 2013, tanto no formato original de revista quanto em formato pocket).

A publicação será dividida em 5 volumes, em capa dura, formato revista (21 x 27,5 cm), sendo que o primeiro livro, já anunciado (e em pré-venda) contém as histórias Os Smurfs Roxos, O Smurfíssimo, e Os Smurfs e a Flauta Mágica.

Johan e Peewit encontrando a Vila dos Smurfs pela primeira vez

As duas primeiras histórias são respectivamente as duas primeiras edições originais de Smurfs. Mas Os Smurfs e a Flauta Mágica não. Teria a Comix Zone mentido para nós? Não! É que esta história é um extra maravilhoso! Explico: é que os Smurfs não surgiram em revista própria, eles surgiram anteriormente em outra HQ, na revista Johan e Peewit: um quadrinho também escrito por Peyo, só que de fantasia medieval. E Os Smurfs e a Flauta Mágica é onde os Smurfs aparecem pela primeira vez (como coadjuvantes), nas histórias em quadrinhos! Os pequenos azuizinhos iriam aparecer ainda em mais 5 edições de Johan e Peewit antes de ganharem sua própria revista.

E ainda vale a pena ler e comemorar que Smurfs vai voltar a ser publicado no Brasil? A resposta é SIM!  Pois ao contrário do que se parece, Smurfs não são simples histórias infantis. Peyo é um incomum exemplo em que podemos verdadeiramente dizer que conseguiu escrever histórias para "toda a família", conseguindo agradar ao mesmo crianças e adultos. Por exemplo, nas duas primeiras histórias que aparecem no primeiro volume da Comix Zone: Os Smurfs Roxos é uma trama sobre apocalipse zumbi; já O Smurfíssimo é uma história sobre a ascensão de regimes totalitários.


Também vem aí: O primeiro Parque Temático Smurfs da América Latina

E além da volta dos Smurfs nos quadrinhos, continua sendo aguardado para o primeiro semestre deste ano, 2025, a inauguração da Vila dos Smurfs Park, em São Paulo, capital.

Trata-se de um parque indoor, nos mesmos moldes do Parque da Mônica, em uma área de mais de 5 mil metros quadrados. O parque prevê iniciar as atividades com 17 atrações, de entre elas a Toca do Cruel (montanha-russa no escuro), o Smurfly (simulação onde você sobrevoa todo parque), e Salão de beleza da Smurfette, além de shows ao vivo diários. O endereço é: Av. Miguel Estefano, 1300, no bairro da Saúde.

Como curiosidade, este será o 4º parque temático dos Smurfs no mundo, pois também temos parques na China (em Xangai), Rússia (em Moscou) e Emirados Árabes (em Dubai).




E aí, ficaram smurfizados com as novidades? Escrevam nos comentários!

sexta-feira, 4 de abril de 2025

Crítica Netflix - The Electric State (2025)

Título
: The Electric State (idem, EUA, 2025)
Diretores: Anthony Russo, Joe Russo
Atores principais: Millie Bobby Brown, Chris Pratt, Ke Huy Quan, Stanley Tucci, Woody Norman, Giancarlo Esposito, Jason Alexander
Nota: 5,0

Irmãos Russo colocam em dúvida o futuro dos filmes de Entretenimento

Neste mês de Março tivemos na Netflix a estréia do filme The Electric State, baseado em uma obra de quadrinhos sueca de mesmo nome, publicada em 2018. Antes mesmo de sua estréia, ele chamava a atenção do mundo do entretenimento por outros motivos: primeiro, por ser produzido e dirigido pelos "Irmãos Russo", para quem a Marvel Studios confiou a responsabilidade de planejar e produzir os dois próximos filmes dos Vingadores. Além disto, trata-se do filme disparadamente mais caro feito pela Netflix, com custos estimados em US$ 320 milhões; o que aliás coloca The Electric State entre os 15 filmes mais caros da história.

A expectativa de todos, portanto, era se Netflix e Irmãos Russo iriam entregar algo digno do tamanho investimento... e a resposta infelizmente foi um retumbante "não". Embora The Electric State não esteja indo tão mal em audiência, em termos de críticas sua recepção tem sido catastrófica.

A história se passa nos anos 90 de um planeta Terra "alternativo", pois nele aprendemos que décadas atrás os robôs já começaram a ser utilizados para fazer os trabalhos dos humanos, dos pesados aos domésticos, sendo cada vez mais explorados e mal tratados... até que se rebelaram. Houve então uma guerra e a humanidade estava com tudo perdido, até que surgiu um salvador... Ethan Skate (Stanley Tucci), um gênio da informática que descobriu uma maneira de colocar os humanos para lutar remotamente controlando trajes mecânicos armados através de uma poderosa rede mundial sem fio.

Desta maneira, os humanos mudaram os rumos da batalha e derrotaram os robôs, que foram todos presos ou destruídos. Já os humanos passaram a viver em função da tal rede e seus trajes mecânicos. Neste contexto, a jovem Michelle (Millie Bobby Brown) recebe em sua casa a visita do robozinho Cosmo, pedindo ajuda e dizendo ter a mente de seu irmão Christopher (Woody Norman), morto vários anos atrás. A dupla então sai em busca de respostas, fugindo simplesmente "de todo o sistema".

A única parte dos tais US$ 320 milhões que foram bem investidas foram nos efeitos especiais, mais especificamente nos robôs, de visual retrô bem variado, e acabam parecendo bem "reais". O filme não tem tanta ação, mas as poucas batalhas até são boas. O design de produção de todo universo de The Electric State - boa parte digital - em geral é bem feito e impressiona.

Já o dinheiro gasto no elenco consideravelmente famoso foi um bocado desperdiçado... Millie Bobby Brown até está bem, mas não é seu melhor filme... Chris Pratt e Ke Huy Quan, geralmente carismáticos, desta vez não comovem. Mas o pior foi feito com Giancarlo Esposito: seu personagem, que começa sendo um dos mais interessante da trama, encerra sua participação de modo simplesmente revoltante.

A pior parte de The Electric State é seu roteiro. Como trama e filme de aventura, diria ser um filme mediano da Sessão da Tarde. Daqueles para assistir sem compromisso, quando você está entediado e não encontrou nada melhor pra fazer... porém, com um agravante... aqui temos alguns furos na trama realmente grotescos. Algo que reduziria a recomendação do filme para infantil.

E ver que este é o resultado final de um investimento de US$ 320 milhões é bastante assustador. Não só para nós, consumidores, mas para a indústria de filmes, e principalmente, seus investidores. Filmes que custam centenas de milhões de dólares estão diminuindo, hoje em dia costumam cada vez mais serem apenas de continuações de franquias já consagradas. Ano a ano, no Oscar, temos mais filmes independentes (leia-se "baratos") entre os indicados (lembrando que o grande vencedor deste ano, Anora, foi um filme independente que custou US$ 6 milhões). E aí quando temos uma franquia nova se arriscando com este alto orçamento, vemos essa "coisa" de qualidade bem duvidosa?

E isto que estamos falando de um projeto capitaneado pelos "Irmãos Russo", que já estão acostumados com filmes Blockbusters, e estão trabalhando em The Electric State há pelo menos 5 anos. Será que eles têm capacidade para tocar os futuros filmes Vingadores: Destino (2026) e Vingadores: Guerras Secretas (2027)? Se eu fosse acionista da Marvel, nessas horas estaria beeeem preocupado. Fracassos assim comprometem o futuro de grandes filmes de fantasia e ficção científica... fica cada vez mais raro vê-los em produção... mesmo atualmente já estão quase restritos aos filmes de Super-Heróis.

Concluindo, The Electric State é um filme de aventura mediano. Não chega a ser enfadonho, mas não traz nada de verdadeiramente interessante em sua história. Seu melhor são os pitorescos e visualmente interessantes personagens robôs. Como diria o Chaves, "teria sido melhor ir ver o filme do Pelé". Nota: 5,0.

quarta-feira, 26 de março de 2025

Conheça Frieren, Anime de fantasia medieval que acaba de estrear na Netflix e é (um justo) sucesso mundial


Estreou na Netflix neste 1º de Março a primeira temporada completa do Anime Frieren e a Jornada para o Além. Trata-se da adaptação para TV do mangá Sōsō no Frieren, escrito por Kanehito Yamada e ilustrado por Tsukasa Abe, que começou a ser publicado em 2020 e continua em andamento. O Anime já está disponível há um tempo para os brasileiros via Crunchyroll, porém, espera-se que com a chegada na Netflix ele se torne bem mais conhecido... o que seria ótimo e merecido, afinal, Frieren e a Jornada para o Além CERTAMENTE se encontra entre um dos melhores Mangás / Animes surgidos nos últimos dez anos.

A história de Frieren e a Jornada para o Além começa pelo... "fim", e na primeira cena temos um quarteto de aventureiros retornando vitoriosos para uma cidade após derrotarem o Rei Demônio - o "chefão final" deste mundo - após uma difícil campanha que durou 10 anos. O grupo é formado pela Maga elfa Frieren que dá nome à série, o Herói humano Himmel, o Sacerdote Heiter e o Guerreiro anão Eisen.

Pouco tempo depois a história já dá um salto temporal de 50 anos(!), onde os 4 personagens se reencontram. Nele vemos uma Frieren um pouco perdida, sem propósito... afinal, já tinha cumprido sua grande missão. E então outra coisa acontece: dias depois do reencontro, Himmel morre, e durante o funeral Frieren tem uma reação inesperada: ela chora em desespero por não tê-lo conhecido direito.

Como a própria história explica, o que para nós humanos são longos 10 anos, para uma elfa milenar não são nada. Além de toda a parte de aventuras e batalhas típicas de uma fantasia medieval, Frieren é uma profunda análise sobre a passagem do tempo, a sobrevivência da humanidade, a finitude da vida, e as relações entre pessoas.

Os 4 "iniciais": a Maga Frieren,o Sacerdote Heiter, o Herói Himmel e o Guerreiro Eisen

Quando o segundo episódio começa, mais de 20 anos se passaram(!), e após mais alguns outros eventos, Frieren acaba aceitando uma nova missão (não vou falar qual para não dar spoilers), que lhe "obriga" a repetir a jornada que percorreu quase oito décadas atrás, quando ela e seus antigos companheiros venceram o Rei Demônio. Nesta nova aventura, a maga acaba levando mais dois acompanhantes: sua própria discípula, a jovem maga humana Fern; e Stark, um jovem humano guerreiro, aluno de Eisen. Você pode ver Frieren, Fern e Stark na imagem título deste artigo.

Ao longo de suas viagens, Frieren vai relembrando e (re)valorizando tudo o que passou com seus amigos da formação original. O Anime é bem lento, contemplativo. Não há muitas batalhas, mas elas existem. E conforme a história avança, elas ficam mais recorrentes. Já assisti metade da primeira temporada (que é formada de 28 episódios), e tenho gostado muito. As lutas que já vi, ainda que curtas, foram todas bem impressionantes, de "explodir a cabeça".

Curioso que como o "último chefão" já morreu antes da história começar, não há um desafio épico final, e então parece que temos uma sucessão de missões episódicas para cumprir e ganhar experiência, como se fossem encontros de partidas de RPG que você faz com seus amigos em uma campanha. E ainda assim, apesar de todas essas camadas de aventura e fantasia, reitero que o melhor de Frieren está nas reflexões e momentos de emoção que ela provoca.

E a emoção não ocorre somente pela trama em que todos os personagens se envolvem. Há também um encantamento especial com Frieren... delicada, diferente e fascinante: uma maga muito muito poderosa e sábia, mas que ainda assim tem um pouco de dificuldade de compreender os humanos.

Para quem gosta de animes, mangás, RPG, aventuras medievais, ou simplesmente uma boa reflexão sobre a vida, Frieren leva a minha mais alta recomendação. Te convenci a assistir Frieren? Ainda não? Vou para um último argumento: neste momento o anime se encontra com a nota máxima de 100% no Rotten Tomatoes

Para felicidade dos fãs, a segunda temporada já está sendo finalizada, e já foi anunciada para Janeiro de 2026. A primeira e única temporada que existe até agora equivale aos 60 primeiros capítulos do mangá. A expectativa é que a segunda temporada adapte os próximos 60 (e o mangá está atualmente no capítulo 137). Aí só resta saber quanto tempo levarão para lançarem aqui no Brasil...

Na falta de um trailer em português para Frieren na Netflix, segue o da Crunchyroll Brasil. Confiram!



segunda-feira, 24 de março de 2025

Curiosidades Cinema Vírgula #038 - Sabia que J. Peterman é uma pessoa real e foi "substituído" pelo ator que o interpretou?

Demorou um pouco, mas após 37 artigos de curiosidades, chegou a vez de eu trazer algo sobre minha sitcom favorita - e melhor de todos os tempos - Seinfeld.

Um dos principais atributos de Seinfeld é seu grande elenco de personagens coadjuvantes... digamos... pitorescos. E um deles era o empresário e "aventureiro" J. Peterman, interpretado pelo ator a John O'Hurley. Na imagem acima, podemos vê-lo em ação na série, ao lado da personagem Elaine (a engraçadíssima Julia Louis-Dreyfus).

O que nem todos sabem é que J. Peterman e sua empresa existem na vida real. Na verdade, tudo era muito similar à realidade, com a mínima alteração de que o personagem da ficção se chamava Jacopo Peterman, sendo que o verdadeiro J. Peterman se chama John Peterman.

A J. Peterman Company real é uma empresa fundada em 1987 que vende roupas, acessórios de moda e móveis. Inicialmente - e principalmente - suas vendas são por meio de catálogos. Por exemplo, foi apenas em Dezembro de 1992 que a empresa abriu sua primeira loja física. Em seu auge, nos anos 90, os catálogos eram revistas impressas, que posteriormente também passaram a ser publicadas na Internet via seu site oficial, jpeterman.com.

E exatamente assim como na série de Seinfeld, os catálogos de J. Peterman eram bem... curiosos. Os itens à venda não eram simplesmente exibidos: cada um deles possuía sua própria história, uma descrição e / ou narrativa (as vezes em primeira pessoa) em um estilo bem literário, sempre ecoando um modo de vida luxuoso e que também remetia a filmes e tempos antigos.

Páginas de um catálogo real da J. Peterman Company, do ano de 2004. Veja mais duas páginas desta edição no final deste artigo

Outra curiosidade, é que mesmo tendo produtos (obviamente) reais, não eram exibidas fotos deles, e sim desenhos. Segundo o próprio J. Peterman, o motivo para esta escolha é o "romance"... "É a diferença entre descrever amor e estar apaixonado.".

A existência de uma empresa tão peculiar no mundo real chamou a atenção dos criadores de Seinfeld: os comediantes Jerry Seinfeld e Larry David, e eles decidiram então trazer um J. Peterman para o seriado. A versão do empresário que eles bolaram para a série era como se ele vivesse de acordo com as narrativas de seu catálogo, sendo então uma pessoa elegante, de vocabulário e roupas antigas, metido a aventureiro... também um pouco inocente e deslocado da realidade.

Curiosamente, os produtores de Seinfeld nunca pediram permissão para J. Peterman em parodiá-lo. Porém, após a primeira aparição do personagem, os advogados da série entraram em contato e fizeram um acordo para que a equipe de Seinfeld passasse a enviar para Peterman os roteiros com antecedência, para alguma eventual revisão. Mas ele nunca pediu para alterar nada. No fundo, a exposição da marca no seriado acabou sendo boa para a J. Peterman Company, sendo que seu faturamento anual, que era de US$15 milhões, chegou a alcançar o topo de US$75 milhões após as exibições no programa.

Apesar das vendas crescentes, a J. Peterman calculou muito mal a expansão de sua empresa, e contraiu dívidas para abrir 10 enormes novas físicas em grandes cidades dos EUA em 1998. Deu tudo errado. No ano seguinte, abriu pedido de falência... A J. Peterman Company até foi comprada pela Paul Harris Stores em 1999 por US$ 10 milhões, mas esta também faliria em 2000. E isto seria seu fim.

John O'Hurley ao lado do verdadeiro J. Peterman (à dir)

E agora chegamos à parte onde realidade e ficção conseguiram se misturar ainda mais! Curiosamente, ao longo dos anos, o ator John O'Hurley havia se tornado um amigo próximo de John Peterman na vida real. Em 2001, Peterman conseguiu de volta os direitos do nome da sua marca, e então perguntou a O'Hurley se ele tinha interesse em ajudá-lo a reviver sua companhia. O ator topou o negócio e, junto com um grupo de investidores, ele e Peterman ressuscitaram a J. Peterman Company.

Desde então, John O'Hurley é um dos acionistas da J. Peterman Company e também faz parte de sua diretoria. E os famosos catálogos continuam sendo publicados online. No vídeo abaixo, em inglês, o ator (e agora empresário) conta brevemente a história que descrevi acima e brinca no final que, quando ele e John Peterman saem juntos em público, quando alguém grita por "J. Peterman" em direção a eles, claramente está se dirigindo a ele O'Hurley, em um espantoso e real caso de "roubo" de identidade.



PS: Já viu as outras curiosidades do Cinema Vírgula? É só clicar aqui!


segunda-feira, 17 de março de 2025

Curiosidades Cinema Vírgula #037 - Goku, Super Saiyajins e os mascotes da SEGA


Os mascotes da SEGA se associam bem mais com o anime / mangá mundialmente famoso Dragon Ball, de Akira Toriyama, do que o público em geral conhece. Vamos saber mais detalhes desta história.

Quando o jogo Alex Kidd in Miracle World começou a ser desenvolvido em 1984, ele era na verdade um jogo licenciado baseado na série de mangá Dragon Ball. Porém já no começo do desenvolvimento a licença de Dragon Ball expirou, a SEGA não conseguiu renovação, e então os programadores tiveram que "recomeçar" o jogo do zero. Ou mais ou menos isso...

Alex Kidd vs Goku

Como se pode ver, agora que sabemos dessa informação, podemos desconfiar que algumas coisas foram mantidas. Por exemplo o personagem Alex Kidd: assim como Goku criança, sua roupa é um macacão laranja / vermelho com detalhes azuis. Além disso, o formato do seu corpo é bem parecido: cabeça grande, orelhas grandes...

Outros elementos parecem terem sido reaproveitados. Na imagem abaixo da versão final de Alex Kidd in Miracle World, teríamos o que originalmente seria o vilão Oolong transformado em touro. Notem também a semelhança das casas que vemos no jogo com as casas do universo de Dragon Ball (imagem em close). As disputas de jokenpô, mecanismo clássico dos jogos de Alex, também seriam uma característica herdada do mangá, já que Goku as utiliza em suas primeiras batalhas.


Alex Kidd in Miracle World foi lançado em 1986, e seu protagonista Alex Kidd acabou se tornando o mascote oficial da SEGA durante toda a Terceira Geração de Consoles de Videogames. Sua relação com Dragon Ball acabou sendo conhecida apenas décadas depois.

Porém a associação do mascote seguinte da SEGA com a obra máxima de Akira Toriyama seria mais explícita...


O Sonic Super Saiyajin!

Eram novos tempos: a SEGA entrava com tudo na Quarta Geração de Consoles com seu novo videogame, o Mega Drive, e para bater de frente com a poderosa Nintendo, quis também investir em um novo mascote para a empresa: menos infantil, mais moderno e "ousado". Nascia então em 1991, Sonic the Hedgehog.

E demoraria apenas mais um ano para que a SEGA fizesse uma grande homenagem a Dragon Ball em seus videogames. Seria em Sonic the Hedgehog 2, lançado para o Mega Drive em 1992.

Como partes essenciais da mitologia de Dragon Ball temos que uma das mais recorrentes missões dos personagens é reunir as SETE Esferas do Dragão. Além disto, os heróis principais, conforme foram evoluindo, aprenderam a evoluir para um estágio máximo de poder: os Super Saiyajins, que é quando eles ficam de cabelo loiro e espetado, e o corpo envolvido por uma luz dourada.

Pois bem: há um código secreto muito poderoso em Sonic the Hedgehog 2. Escondidas, dentro das fases da Emerald Hill Zone, existem 7 fases bônus (que podem ser vistas no vídeo acima), e ao terminar cada uma delas, você recebe uma Esmeralda do Caos. E ao reunir as SETE Esmeraldas do Caos, você consegue habilitar o poder do Super Sonic, cujo visual é idêntico ao dos Super Saiyajins (veja a imagem título deste artigo, lá em cima)! A "inspiração" da obra de Toriyama é evidente, e admitida pelos desenvolvedores da SEGA.

Uma vez que você tem este modo ativado, o primeiro pulo que você der com o Sonic após coletar 50 ou mais anéis, irá se transformar no Super Sonic. É vantajoso coletar o maior número de anéis possível antes da transformação já que ela consome um anel por segundo, até se encerrar. No modo Super Sonic, o personagem pode voar, fica invulnerável e indestrutível.


Divirta-se você também jogando com o Super Sonic

O Super Sonic foi além do Sonic the Hedgehog 2 e virou parte importante da franquia do Ouriço, sendo incorporado na maioria dos jogos posteriores do Sonic. Abaixo temos um vídeo mostrando a transformação de Super Sonic nos jogos Sonic the Hedgehog 2, Sonic the Hedgehog 3 & Knuckles (Mega Drive - 1994) e Sonic Mania (Oitava Geração de Consoles - 2017).

Se você quer jogar "hoje" com um Super Sonic é fácil... ele continua presente nos jogos atuais do Sonic, e as vezes até com um destaque maior do que tinha antigamente. Por exemplo, em Sonic Frontiers (2022), disponível para Nintendo Switch, PC, PlayStation 4 e 5, Xbox One, Xbox Series X e S, dá pra se sentir um verdadeiro Super Saiyajin com ele, com direito até a golpes similares a um Kamehameha. Neste jogo coletar as Esmeraldas não é "opcional", faz parte da trama principal: você precisa delas para se transformar no Super Sonic e só assim conseguir derrotar os Titãs, chefões gigantes que são os inimigos mais fortes do game.

Agora, se você quiser jogar com o Super Sonic original do Sonic the Hedgehog 2, tire seu Mega Drive da poeira (ou use algum Emulador), e ao invés de sofrer com o hercúleo trabalho de coletar as 7 Esmeraldas do Caos, ouse o código a seguir:

Na tela inicial, entre em "Options" e no Sound Select, ouça as trilhas: 19, 65, 09, 17. Depois, aperte o botão "C" e "Start", para voltar para a tela inicial. Quando Sonic e Tails começarem a aparecer na tela, aperte e segure o botão "A" e depois, aperte "Start" ainda segurando o botão "A". Se você fez tudo certo, vai cair em uma tela para Seleção de Fases. Dentro desta tela de Seleção de Fases, novamente vá para a parte de "Sound Test" e agora clique para ouvir as seguintes trilhas: 04, 01, 02, 06. Ao terminar o processo, uma música característica vai soar, indicando que o truque deu certo. Ai, basta clicar "Start" escolhendo uma das fases e seguir para o jogo normalmente.

Lutando com o Super Sonic contra um Titan do Sonic Frontiers



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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2025

Dupla Crítica Filmes de Animação - Wallace & Gromit: Avengança (2024) e Robô Selvagem (2024)


Desta vez vamos com as críticas de duas das animações que estão entre as cinco indicadas ao Oscar de Melhor Filme de Animação 2025. E uma delas é a que (por enquanto) estou torcendo para vencer o prêmio! Saiba qual delas continuando com a leitura abaixo. Caso queira ser preparar para o Oscar e assistir os filmes antes da cerimônia (em 02 de Março), Wallace & Gromit: Avengança está disponível na Netflix. Já Robô Selvagem, como não está mais nos cinemas, por enquanto só pode ser alugado, ou no Prime Video, ou no Apple TV+ ou no YouTube.



Wallace & Gromit: Avengança (2024)
Diretores: Merlin Crossingham, Nick Park
Atores principais (vozes): Ben Whitehead, Peter Kay, Lauren Patel, Reece Shearsmith, Diane Morgan

A franquia Wallace & Gromit é beeem conhecida pelos britânicos, mas curiosamente, apesar de sua boa qualidade, não faz muito sucesso por aqui no Brasil. Seu estúdio, a Aardman Animations, especializada em stop-motion de "bonecos de massinha", também tem outros personagens que já chegaram em nossos cinemas, como por exemplo Piratas Pirados! e A Fuga das Galinhas.

Em 2005 a Aardman lançou a Wallace & Gromit nos cinemas pela primeira vez: Wallace & Gromit - A Batalha dos Vegetais e... levou o Oscar de Melhor Animação de 2006! Mas eles demoraram longos 19 anos para voltarem com a dupla às telonas. E embora mais uma vez estejam no páreo para levar a cobiçada estatueta dourada, acho que desta vez não vencerão...

Na história de Wallace & Gromit: Avengança, novamente vemos o atrapalhado inventor Wallace e seu fiel e inteligente cachorro Gromit tentando ajudar a vizinhança de alguma ameaça, digamos, animal. O filme começa com uma cena do passado, onde vemos Wallace e Gromit prendendo o pinguim Feathers McGraw após este roubar o valioso Diamante Azul do museu da cidade. Então há um corte para os dias atuais e vemos o pinguim vilão planejando ao mesmo tempo: fugir da prisão, se vingar de seus captores e roubar novamente a famosa pedra preciosa.

Wallace & Gromit: Avengança tem uma história interessante, e apesar da opção por cores escuras e clima sombrio, acaba sendo bem humorado e com várias boas piadas. A história é meio que um amálgama de aventura policial com James Bond para toda a família, e como resultado final, um bom passatempo. Como "defeito", o filme peca por ser bom em praticamente tudo mas não ser ótimo ou memorável em praticamente nada. Por isso que não aposto em sua vitória na vindoura cerimônia dos Oscars. E também por isso, ele leva Nota: 7,0.



Robô Selvagem (2024)
DiretorChris Sanders
Atores principais (vozes): Lupita Nyong'o, Pedro Pascal, Kit Connor, Bill Nighy, Stephanie Hsu, Matt Berry, Ving Rhames, Mark Hamill, Catherine O'Hara

A história deste Robô Selvagem, que se passa em um futuro próximo, mostra a história da robô de serviços Rozzum 7134, que devido um acidente aéreo, acaba caindo em uma floresta isolada, tendo que (sobre)viver por lá. Com o tempo, "Roz" acaba se tornando amiga da raposa Astuto e mãe adotiva do filhote de ganso Bico-Vivo. Confesso que o trailer de Robô Selvagem me enganou, pois em nenhum momento dele vemos que os animais falam (o que é o caso), já que Roz rapidamente "aprende" a falar com os bichos da floresta. E isto de fato deixa o filme bem mais "fábula" do que a ficção científica que eu imaginava, porém, de maneira nenhuma isto é um defeito.

A história de Robô Selvagem é bastante emocionante, e trata de amizade, superação, e para "Roz", os desafios vão além dela ter que aprender viver sozinha no meio do nada: ela também precisa aprender a ser mãe. Já aviso, ao assistir, preparem seus lenços! Robô Selvagem adapta uma série de livros infanto-juvenis de mesmo nome, do autor estadunidense Peter Brown, cujo 4º volume será publicado neste ano de 2025.

Direção e roteiro ficaram a cargo de Chris Sanders, que também esteve por trás da criação de obras como Lilo & Stitch, Os Croods e Como Treinar o Seu Dragão. Como história, talvez este Robô Selvagem seja seu melhor trabalho. Já em termos de animação propriamente dita, o filme é bom, mas não alcança a perfeição dos desenhos da Pixar, ou mesmo de alguns desenhos da própria DreamWorks (que fez este Robô Selvagem).

Por enquanto Robô Selvagem é o meu filme queridinho para o Oscar de Melhor Filme de Animação 2025, pois é o que mais gostei. Porém eu ainda não assisti o filme letão Flow, que também é de animaizinhos e também está sendo bastante elogiado. Nota: 8,0.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Curiosidades Cinema Vírgula #030 - Indiana Jones e a Última Cruzada acertou a localização do "Santo Graal" !!??


Para celebrar a marca de 30 artigos de curiosidades, volto a trazer algo sobre minha franquia de filmes favorita.

Para quem não está familiarizado com a trama do filme Indiana Jones e a Última Cruzada (1989) - e que para mim é um dos melhores filmes de Aventura de todos os tempos - sua história é uma corrida em busca pelo artefato conhecido como Santo Graal, que no contexto deste filme, seria o cálice usado por Jesus Cristo na Última Ceia.

Segundo Indiana, o sagrado objeto está localizado na cidade de Petra, Jordânia, mais especificamente dentro do edifício de nome Al-Khazneh ("Câmera do Tesouro"), um dos mais imponentes daquela cidade.

E o filme termina (o que vou falar a seguir é um spoiler considerável, mas poxa, o filme tem quase 40 anos...) com cerca de uma dezena de pessoas morrendo lá dentro, e... com o Cálice também permanecendo por lá.

Este histórico prédio tem cerca de 40m de altura e acredita-se que ele foi construído no Séc I d.C. sob reinado do rei nabateu Aretas IV, com o propósito de servir como mausoléu. Entretanto, quando Al-Khazneh foi redescoberto por historiadores modernos ele já estava vazio. Em 2003 duas pequenas tumbas com esqueletos incompletos foram encontradas lá dentro e mais nada... Mas isso mudou ano passado, em Agosto de 2024.

Bem na frente da entrada de Al-Khazneh, um grupo de arqueólogos jordanianos e estadunidenses encontraram uma larga tumba, e ao escavarem, encontraram cerca de 12 esqueletos e mais alguns artefatos funerários de bronze, ferro e cerâmica.

E o mais impressionante, foi a descoberta - amplamente divulgada nos sites e revistas especializados do mundo todo - de que um destes esqueletos estava praticamente "segurando" um recipiente de cerâmica, recipiente esse muito parecido com o cálice usado no filme Indiana Jones e a Última Cruzada (vejam a foto abaixo).


Clicando aqui, você pode encontrar a matéria original do grupo que fez a descoberta que, vejam só, era acompanhada e filmada para o programa Excavation Unknown da Discovery Channel. Segundo as palavras de Josh Gates, apresentador e que acompanhava a escavação: "Quando avistamos o que parecia ser um cálice, todos nós simplesmente congelamos. Parecia quase idêntico ao Santo Graal apresentado em Indiana Jones e a Última Cruzada, situado no antigo edifício diretamente acima da tumba. Foi o momento derradeiro da vida imitando a arte."

Porém, o tal "Graal" descoberto por eles em Petra não é bem um cálice, e sim, a parte superior de uma jarra quebrada, que posteriormente foi datada como sendo do Séc I d.C., o que gerou algumas críticas de outros arqueólogos que também trabalham na famosa cidade Jordaniana. A "reclamação" é que eles também descobrem tumbas igualmente importantes, mas não ficam tentando se ligar a filmes de Hollywood para chamar atenção...

O grupo de arqueólogos que descobriu a tumba, no programa Excavation Unknown

A imponente fachada do Al-Khazneh em foto recente

O interior real do Al-Khazneh é bem diferente do que vimos em Indiana Jones e a Última Cruzada. Na verdade, ele é até pequeno, composto apenas de uma grande câmara principal quadrada e duas câmaras laterais.




PS: Já viu as outras curiosidades do Cinema Vírgula? Toda segunda-feira tem uma nova! É só clicar aqui!

sexta-feira, 17 de janeiro de 2025

Crítica - Creature Commandos (Primeira Temporada)


As atenções do mundo até podem estar na estréia do novo Superman de James Gunn, que está previsto para Julho deste ano. Porém este filme, alardeado como o primeiro passo do novo Universo DC nos cinemas não é tão primeiro passo assim...

... afinal, desde que virou a grande mente por trás dos projetos da DC, James Gunn lançou antes esta animação Creature Commandos, cujo primeiro episódio da primeira temporada estreou em 5 de Dezembro de 2024, e o sétimo e último episódio saiu na semana passada, dia 9 de Janeiro.

A série, que está sendo exibida na Max/HBO, de certa forma dá continuidade à primeira temporada de Pacificador (2022), pois aqui vemos uma Amanda Waller (Viola Davis nas vozes) proibida de atuar com qualquer equipe de agentes humanos... é então que ela dá seu "jeitinho" e resolve criar sua equipe de "monstros", de maneira similar ao que ela tinha com o Esquadrão Suicida, para realizar missões secretas, formando assim o seu "Comando das Criaturas".

Vemos aqui mais uma vez James Gunn fazendo o que ele sempre faz, e o que ele faz bem: contar a história de uma equipe de "perdedores e rejeitados". Porém desta vez, ao contrário do que vimos ele fazer em Guardiões da GaláxiaEsquadrão SuicidaPacificador, temos bem menos comédia. Sim, até há alguma piadinha ou outra - e aliás há bastante ironia e sarcasmo - porém o que mais vemos em Creature Commandos é a violência, em um tom muito parecido com a animação de Invencível, da Prime Video.

As animações de Creature Commandos são mais "adultas", com traços menos arredondados, desenhos menos coloridos e movimentos menos fluidos... novamente, em estilo que lembra Invencível da Prime Video. E a trama, com alguma ou outra "forçada de barra", em geral é bem feita, dinâmica, com várias reviravoltas e, assim como no Esquadrão Suicida (2021) de James Gunn, qualquer personagem pode morrer há qualquer momento, e portanto, a dúvida se cada um dos "heróis" vai ou não sobreviver ao final de cada episódio passa a ser mais real e interessante.

Creature Commandos encerra sua primeira temporada fechando um arco de histórias completo, mas deixa claro que pretende fazer uma segunda temporada, o que alías gostaria muito de ver, já que ao longo de seus episódios acabou desenvolvendo um personagem que achei bastante interessante (não vou contar para não dar spoiler) e quero ver seus próximos passos.

A conclusão que temos é que Creature Commandos - ainda mais para quem gosta do trabalho de James Gunn - é muito bom, ainda que com bem menos humor. Mas mesmo tempo sem inovar, já que mais uma vez o diretor/produtor/roteirista trabalhou com "mix" que conhece muito bem: violência + loucura + muitos personagens secundários.

O que nos leva a grande questão. Tudo isto não tem NADA a ver com o personagem do Superman. Então como será que ele se sairá com este futuro filme? Como se pode ver pelo primeiro Teaser divulgado (ver vídeo abaixo), o tom do filme (por enquanto) parece correto: sério e heróico. Porém o número de personagens que aparecem já parece muito além do adequado... vamos aguardar.

Ah sim. A nota para a primeira temporada de Creature Commandos? 7,5


PS: como curiosidade, a estrutura narrativa de Creature Commandos se parece um bocado com a minissérie em quadrinhos Sete Soldados Da Vitória (2006-06), de Grant Morrison, onde cada capítulo conta a origem de um personagem enquanto uma história maior é contada em paralelo. E a personagem A Noiva, que vemos aqui nesta animação, surgiu no universo DC justamente nesta obra! Já o monstro Frankenstein teve algumas versões na DC (a primeira delas apareceu em 1948); porém a sua versão atual dentro do universo DC atual também apareceu pela primeira vez em Sete Soldados Da Vitória. Ah, e nenhum dos outros personagens de Creature Commandos tem qualquer relação com Sete Soldados Da Vitória rs.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2025

Retrospectiva Cinema Vírgula 2024: confira os Melhores e Piores filmes e séries do ano que passou!

FELIZ ANO NOVO! Obrigado por passar mais um ano acompanhando o Cinema Vírgula! E dá para dizer que foi um ano agitado por aqui... foram 60 artigos, o segundo maior número de publicações em um ano desde que criei este blog, em 2012!

Mantendo a tradição, começaremos o ano novo com a retrospectiva do melhor e pior de filmes e seriados do ano que se passou. Lembrando que o critério para ser citado aqui é de eu ter assistido e de ter sido lançado no Brasil em 2024.


Os filmes de 2024

Infelizmente, 2024 foi um dos anos mais fracos em termos de filmes nos últimos tempos. Depois dos "filmes do Oscar" aparecerem no começo do ano, vimos pouca coisa boa sendo lançada. A baixa qualidade até tem algumas explicações, como a greve dos roteiristas de 2023 nos EUA, que durou cerca de 5 meses. Porém, é inegável que o Cinema enfrenta uma crise de qualidade e audiência, e seu futuro a curto prazo é bem preocupante.

Melhores: meu "Top 5" de 2024 foi: Anatomia de uma Queda, Duna: Parte Dois, Ficção Americana, Furiosa: Uma Saga Mad Max e Pobres Criaturas, e você pode clicar no nome de qualquer um deles para (re)ler a minha crítica. Apenas um comentário extra de que fiquei triste que Furiosa: Uma Saga Mad Max desempenhou mal nas bilheterias, apesar de ser um filmaço. Muito injusto.

E um filme de que não escrevi crítica, mas queria registrar aqui é A Substância, filme de terror / horror da diretora francesa Coralie Fargeat estrelado por Demi Moore e Margaret Qualley. O filme é bom (dou nota 7,0), tem uma ótima fotografia, fala sobre auto-aceitação, e principalmente sobre a objetificação do corpo feminino. Porém mais do que tudo isso, é um filme muito perturbador, pra chocar, com cenas ao estilo A Mosca (1986). E perturba mesmo, tanto que não me esqueci dele aqui. Como disse um amigo meu, hoje o mundo (e os filmes) está tão violento, que para chocar o público, só mesmo fazendo cenas assim.

A Substância

Outro filme que gostei bastante e que também não escrevi crítica foi Jurado Nº 2, filme de tribunal dirigido por Clint Eastwood aos NOVENTA E TRÊS anos de idade! A trama mostra de maneira interessante dilemas morais, e eventuais falhas no sistema judiciário, isso mesmo quando várias pessoas envolvidas tentam ser "honestas". Uma pena que o filme não recebeu nenhuma atenção aqui no Brasil, porém boa parte da culpa vai para a Warner, que optou por não lançá-lo nos cinemas e colocá-lo direto nos streamings (HBO/Max). Além de burrice, para mim um desrespeito a Clint, já que estamos falando de seu provável último filme.

Piores: a grande decepção do ano, facilmente, foi Coringa: Delírio a Dois, ainda que o filme não seja de todo ruim. Porém quando você mistura um estúdio louco por dinheiro fácil, com um diretor arrogante que acha que precisa desconstruir seu filme anterior porque o público não entendeu sua obra, só poderia dar m...

Outro filme que entra na lista dos piores é Bad Boys: Até o Fim. Filme de ação absurdamente genérico cujo roteiro não faz sentido em nenhum momento. É uma franquia que piora muito a cada filme, e mesmo assim continuam fazendo novos capítulos... Será que as pessoas ainda querem ver Will Smith? Pois eu já perdi a vontade...

E finalmente, o ápice da ruindade. Aquele que mereceu a honra de ser o PIOR filme que já assisti desde que montei este blog, em 2012. Trata-se de Rebel Moon - Parte 2: A Marcadora de Cicatrizes, de Zack Snyder. Após a péssima Parte 1, eu achava que a seqüência seria menos pior, já que a parte chata de apresentar os personagens já havia sido no primeiro filme. Ledo engano, a Parte 2 conseguiu ser bem pior, muito mais lenta, chata e repetitiva. Pra quem gosta de notas, para Rebel Moon - Parte 2 dou a nota 1,0 (de 10,0). Só não vai zero pelo esforço do pessoal técnico.

A Vida Por Philomena Cunk

Mas se tivemos um 2024 questionável, pelo menos em 2025 há a esperança de que tudo comece bem... Afinal AMANHÃ, dia 02 de Janeiro, estreia na Netflix a comédia A Vida Por Philomena Cunk, que se for tão bom quanto a série O Mundo por Philomena Cunk foi, vou adorar!


As séries de 2024

Melhores: em 2024 assisti mais séries que em 2023, mas ainda assim fiquei abaixo do número que gostaria e portanto alguns títulos que provavelmente iriam entrar aqui nesta minha de melhores eu deixei para ver só em 2025... Me refiro a Duna: a Profecia (Max), Hacks (HBO), Only Murders in the Building (Disney/Star+) e as temporadas finais de Arcane: League of Legends (Netflix) e Curb Your Enthusiasm (HBO).

A série que pra mim fica como a melhor do ano foi Fallout (Prime Vídeo), a qual ninguém esperava muito, mas surpreendeu pela qualidade técnica, personagens e roteiro. Também gostei bastante da animação Dungeon Meshi (Netflix), e coloco Xógum: A Gloriosa Saga do Japão (Disney/Star+) como uma das melhores do ano, ainda que sendo ela a grande vencedora do Emmy 2024, eu esperasse mais.

Piores: a quarta temporada de The Boys (Prime Vídeo) foi bem ruim, de longe a pior até agora. Desde a temporada anterior (que eu já havia colocado na categoria "decepções" na retrospectiva passada) a série claramente fica apenas se repetindo e enrolando, felizmente a quinta temporada será a última. Outra série bem ruim foi Tomb Raider: A Lenda de Lara Croft (Netflix): trama genérica envolvendo magia, personagens chatos... ficou longe de uma "aventura arqueológica".

A surpresa: série britânica sobre um grupo de jornalistas investigando um possível assassinato, Bodkin (Netflix) foi minha agradável surpresa do ano. Sem ser excepcional, ainda assim, gostei e manteve minha atenção o tempo todo.

Bodkin

Decepções: a lista tem alguns nomes: Guga por Kuerten (Disney+) é um documentário legal, mas poderia ser muito mais; Irmãos Sun (Netflix) tinha artes marciais e Michelle Yeoh como atrativos, porém achei a série apenas mediana. Curiosidade: em 2025 teremos na Prime Vídeo a estréia da série Blade Runner 2099, e um dos seus principais nomes também é Michelle Yeoh. Será que teremos nova frustração por aí? Espero que não.

Mas a minha maior decepção fica para O Problema dos 3 Corpos, cujos responsáveis pela produção e adaptação são David Benioff e D. B. Weiss, os mesmos dois "jênios" da série Game of Thrones. Não é que a série seja ruim, achei a primeira temporada entre razoável e boa... porém esperava uma história melhor já que ela é baseada em uma série de livros tão premiada. Pelo que investiguei, parte das coisas que não gostei do roteiro são assim mesmo nos livros (seriam eles então superestimados?), mas boa parte do que não gostei foram justamente adaptações mal feitas para a TV, com revelações sendo feitas antecipadamente (comparados aos livros), e/ou explicações mal dadas. Quem diria que a dupla "jenial" faria isso de novo, não? Tsc, tsc...


Top 5: os mais lidos do Cinema Vírgula em 2024

Eu gosto de fazer verificar esta lista todo ano por que as vezes ela me surpreende, e desta vez me surpreendeu bastante! O vencedor disparado, quem diria, foi o artigo com a crítica do novo filme de Francis Ford Coppola, Megalópolis.

E completaram a minha lista do Top 5 dois artigos exclusivos que envolveram bastante pesquisa, e que por isso tenho bastante orgulho. Um sobre a grande Hedy Lamarr, e outro sobre o saudoso Master System. Confiram:

Lista dos filmes que assisti em 2024

Encerrando, como sempre segue a lista de todos os filmes que assisti no ano que passou; novos ou antigos, sendo a primeira vez que os vi ou não. No total foram 90.

Abaixo segue a lista. Os filmes em laranja negrito e com um (*) são aqueles a que dou uma nota de no mínimo 8,0 e portanto, recomendo fortemente.

1408 (idem, EUA, 2007)
Alien: Romulus (idem, Austrália / Canadá / EUA / Hungria / Nova Zelândia / Reino Unido, 2024)
Amor com Fetiche ("Love and Leashes", Coréia do Sul, 2022)
Anatomia de uma Queda ("Anatomie d'une Chute", França, 2023)   (*)
Aquaman 2: O Reino Perdido ("Aquaman and the Lost Kingdom", Austrália / Canadá / EUA / Islândia / Reino Unido, 2023)
Argylle: O Superespião ("Argylle", EUA / Reino Unido, 2024)
Arizona Nunca Mais ("Raising Arizona", EUA, 1987)
O Astronauta ("Spaceman", EUA / República Checa, 2024)
Atlas (idem, EUA, 2024)
A Batalha do Biscoito Pop-Tart ("Unfrosted", EUA, 2024)
Bad Boys: Até o Fim ("Bad Boys: Ride or Die", EUA, 2024)
Besouro Azul ("Blue Beetle", EUA / México, 2023)
Bombástica: A História de Hedy Lamarr ("Bombshell: The Hedy Lamarr Story", EUA, 2017)   (*)
Cegos, Surdos e Loucos ("See No Evil, Hear No Evil", EUA, 1989)
Conclave (idem, EUA / Reino Unido, 2024)
As Cores do Mal: Vermelho ("Kolory zla. Czerwien", Polônia, 2024)
Coringa: Delírio a Dois ("Joker: Folie à Deux", Canadá / EUA, 2024)
Deadpool & Wolverine (idem, Austrália / Canadá / EUA / Nova Zelândia, 2024)
Divertida Mente 2 ("Inside Out 2", EUA / Japão, 2024)
Donzela ("Damsel", EUA, 2024)
O Dublê ("The Fall Guy", Austrália / Canadá / EUA, 2024)
Dupla Jornada ("Day Shift", EUA, 2022)
Duna ("Dune", EUA / México, 1984)
Duna: Parte Dois ("Dune: Part Two", Canadá / EUA, 2024)   (*)
Elis (idem, Brasil, 2016)
O Enigma de Kaspar Hauser ("Jeder Für Sich und Gott Gegen Alle", Alemanha Ocidental, 1974)
Entre Mulheres ("Women Talking", EUA, 2022)
Eu Sou: Celine Dion ("I Am: Celine Dion", Canadá / EUA, 2024)
Uma Família Extraordinária ("Wildflower", Canadá / EUA, 2022)   (*)
Os Fantasmas Ainda se Divertem - Beetlejuice Beetlejuice ("Beetlejuice Beetlejuice", EUA, 2024)
Os Fantasmas se Divertem ("Beetlejuice", EUA, 1988)
A Fantástica Fábrica de Chocolate ("Willy Wonka & the Chocolate Factory", EUA / Reino Unido, 1971)
Federer: Doze Últimos Dias ("Federer: Twelve Final Days", Reino Unido, 2024)
Ferrari (idem, Arábia Saudita / EUA / Itália / Reino Unido, 2023)
Ficção Americana ("American Fiction", EUA, 2023)   (*)
A Filha do Rei do Pântano ("The Marsh King's Daughter", EUA, 2023)
Furiosa: Uma Saga Mad Max ("Furiosa: A Mad Max Saga", Austrália, 2024)   (*)
Ghostbusters: Apocalipse de Gelo ("Ghostbusters: Frozen Empire", Canadá / EUA, 2024)
Gladiador ("Gladiator", EUA / Malta / Marrocos / Reino Unido, 2000)
Gladiador II ("Gladiator II", EUA / Reino Unido, 2024)
Godzilla Minus One ("Gojira -1.0", Japão, 2023)
Guerra Civil ("Civil War", EUA / Reino Unido, 2024)
Guerra Sem Regras ("The Ministry of Ungentlemanly Warfare", EUA / Reino Unido / Turquia, 2024)
Handsome: Um Filme de Mistério Netflix ("Handsome: A Netflix Mystery Movie", EUA, 2017)
Hellboy e o Homem Torto ("Hellboy: The Crooked Man", Alemanha / EUA / Reino Unido, 2024)
Uma Herança Inusitada ("Spadek", Polônia, 2024)
Heróis Lendários: Indiana Jones e Harrison Ford ("Timeless Heroes: Indiana Jones and Harrison Ford", EUA, 2023)
Johnny & June ("Walk the Line", Alemanha / EUA, 2005)
Jogo Bonito ("The Beautiful Game", EUA / Reino Unido, 2024)
Jurado Nº 2 ("Juror #2", EUA, 2024)   (*)
Kung Fu Panda 4 (idem, China / EUA, 2024)
Luca (idem, EUA, 2021)
Um Lugar Silencioso: Dia Um ("A Quiet Place: Day One", Canadá / EUA / Reino Unido, 2024)
Made in Abyss: O Amanhecer de uma Alma Profunda ("Gekijouban Made in Abyss: Fukaki Tamashii no Reimei", Japão, 2020)
Maestro (idem, EUA, 2023)
Mansão Mal-Assombrada ("Haunted Mansion", Austrália / Canadá / EUA / Reino Unido / Tailândia, 2023)
As Marvels ("The Marvels", EUA, 2023)
Megalópolis ("Megalopolis", EUA, 2024)
Meu Malvado Favorito 4 ("Despicable Me 4", EUA, 2024)
Meu Cunhado é um Vampiro (idem, Brasil, 2023)
Minions 2: A Origem de Gru ("Minions: The Rise of Gru", EUA / França, 2022)
Os Mistérios dos Guerreiros de Terracota ("Mysteries of the Terracotta Warriors", Reino Unido, 2024)
Moonwalker (idem, EUA, 1988)
As Nadadoras ("The Swimmers", EUA / Reino Unido, 2022)   (*)
A Noite que Mudou o Pop ("The Greatest Night in Pop", EUA, 2024)
Nosferatu ("Nosferatu, eine Symphonie des Grauens", Alemanha, 1922)
Nyad (idem, EUA, 2023)
Operação Natal ("Red One", Canadá / EUA, 2024)
Partiu América (idem, Brasil, 2024)
Patos! ("Migration", EUA, 2023)
Os Pequenos Vestígios ("The Little Things", EUA, 2021)
Pobres Criaturas ("Poor Things", EUA / Hungria / Irlanda / Reino Unido, 2023)   (*)
O Poço 2 ("El Hoyo 2", Espanha, 2024)
O Poderoso Chefinho ("The Boss Baby", EUA, 2017)
O Quinto Set ("Cinquième Set", França, 2020)
Rebel Moon - Parte 2: A Marcadora de Cicatrizes ("Rebel Moon - Part Two: The Scargiver", EUA, 2024)
Red: Crescer é uma Fera ("Turning Red", Canadá / EUA, 2022)
Os Rejeitados ("The Holdovers", EUA, 2023)
Rivais ("Challengers", EUA / Itália, 2024)
Segredos de um Escândalo ("May December", EUA, 2023)
A Sociedade da Neve ("La Sociedad de la Nieve", Chile / EUA / Espanha / Uruguai, 2023)
Sombra Lunar ("In the Shadow of the Moon", Canadá / EUA, 2019)
A Substância (The Substance, França / Reino Unido, 2024)
Super/Man: A História de Christopher Reeve ("Super/Man: The Christopher Reeve Story", EUA / Reino Unido, 2024)
Tipos de Gentileza ("Kinds of Kindness", EUA / Grécia / Irlanda / Reino Unido, 2024)
As Três Filhas ("His Three Daughters", EUA, 2023)   (*)
Tron: Uma Odisseia Eletrônica ("Tron", EUA / Japão / Reino Unido / Taiwan, 1982)
The Ballad of Buster Scruggs (idem, EUA, 2018)   (*)
Um Tira da Pesada 4: Axel Foley ("Beverly Hills Cop: Axel F", EUA, 2024)
Zona de Interesse ("The Zone of Interest", EUA / Polônia / Reino Unido, 2023)

Uma lista de 19 filmes Originais Netflix que valem a pena

Não é a primeira e não será a última vez que escrevo aqui no site que as produções Originais Netflix focam na quantidade, e não na quali...