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Cinema Vírgula
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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026
Conheça os jogos de cartas da Button Shy que cabem literalmente dentro da carteira (até porque a carteira vem junto com o jogo!)
terça-feira, 27 de janeiro de 2026
Dupla Crítica Filmes do Oscar - Sonhos de Trem (2025) e Pecadores (2025)
sexta-feira, 23 de janeiro de 2026
Qual é o melhor filme Brasileiro de todos os tempos? Conheça aqui os principais candidatos e tire sua própria conclusão!
Para comemorar a semana em que o site Cinema Vírgula completa seu 14º ano de vida, trago um artigo bem especial. Qual é o melhor filme brasileiro de todos os tempos? Esta pergunta não tem uma resposta única, porém trago aqui as SETE respostas mais prováveis, baseado em dois critérios: os prêmios que nosso Cinema obteve nos festivais internacionais mais relevantes, e na opinião dos críticos profissionais brasileiros da ABRACCINE (Associação Brasileira de Críticos de Cinema). Em Setembro de 2016 eles fizeram uma votação, elegendo "Os 100 Melhores Filmes Brasileiros", resultado que usei aqui.
Sem mais delongas, vamos à relação destas sete excepcionais produções nacionais, em ordem crescente de data de lançamento:
O primeiro filme da lista é certamente o mais desconhecido pelo público, mas o motivo disto não é devido a ele ser o mais antigo; e sim porque ele estava "esquecido" por décadas, sendo resgatado pelo World Cinema Project (WCP), uma organização criada em 2007 (ainda sob o nome de World Cinema Foundation) por nada menos que o cineasta estadunidense Martin Scorsese. Bastante deteriorado, com a ajuda de Walter Salles e da Cinemateca Brasileira a nova restauração de Limite em parceria com a WCP começou ainda mesmo em 2007, e foi finalizada em Setembro de 2010.
Dirigido e escrito por Mário Peixoto, um carioca nascido em Bruxelas (seus pais eram brasileiros, e após vir para o Brasil aos 2 anos de idade, passou o resto de sua vida por aqui), Limite foi um filme revolucionário, experimental.
Nos anos 20 e 30, tínhamos distintos movimentos na Europa para distanciar o Cinema do simples entretenimento que era feito nos EUA. A idéia era transformar os filmes em uma Arte maior, e também contar através deles idéias novas, originais. Em paralelo no Brasil, tínhamos apenas uma pessoa fazendo o mesmo: o jovem Mário Peixoto de 21 anos. Limite, seu primeiro e único trabalho cinematográfico, une em um mesmo filme técnicas da Montagem Soviética (cortes curtos, comparativos e abruptos, filmando com ângulos inusitados) com técnicas francesas como o Impressionismo e o Surrealismo (associações livres de imagens, rostos em close, valorização da experiência sensorial), mas ao mesmo tempo, usando-as "do seu jeito".
Além disso, Limite traz uma narrativa não linear, e também tem passagens onde vemos os personagens fazendo coisas "triviais", como por exemplo, ficar simplesmente caminhando por um certo período; ambas características só iriam aparecer com mais frequência em filmes décadas depois, mostrando que Limite estava bem a frente do seu tempo.
Limite é um filme mudo que prima pelas suas experiências e qualidades técnicas (a fotografia é excelente para a época). Porém o roteiro, que não era seu propósito, não é seu forte. A trama é simples: o filme começa nos mostrando 3 pessoas à deriva em um pequeno barco ao mar: uma mulher que fugiu da prisão, um homem cuja amante faleceu, e uma mulher já sem ânimo frente ao cotidiano da vida. Pouco é explicado, tudo é bem melancólico, pessimista, e não há muito o que entender logicamente... há mais o que sentir; e certamente mais da metade do filme são imagens de paisagens e objetos. O efeito que Limite causa no espectador também vem da boa trilha instrumental, bem planejada e executada.
Limite não é um filme nada fácil de se assistir. É bem lento, e se encontra entre na lista dos melhores filmes graças a sua importância histórica e maravilhas técnicas. Caso você queira vê-lo, ele se encontra disponível no Youtube. Este é o link onde eu o assisti.
Estrelado por Leonardo Villar e uma jovem Glória Menezes (sim, aquela que você conhece das antigas novelas da Globo), o filme é baseado em uma peça teatral de mesmo nome escrita por Dias Gomes. Ele conta a história de um homem humilde que tenta pagar uma promessa que fez para curar seu burro que ficou doente; o levando a andar muitos quilômetros com uma cruz nos ombros. Porém quando ele tenta chegar em seu destino final, a Igreja de Santa Bárbara em Salvador, é impedido de entrar pelo padre local. Para piorar, durante toda a história, várias pessoas se aproveitam do inocente protagonista. O filme é uma forte crítica ao comportamento da sociedade, e a muitos aspectos da religião, dentre elas o fanatismo, a intolerância e o abuso de poder.
Temos também várias contraposições entre as religiões / cultura de raiz africana com a católica apenas com imagens e som, e isto é bem diferente. O Pagador de Promessas também é famoso pelo seu desfecho marcante, porém vou mais além: ele é um final bem corajoso de se fazer nos dias atuais, imagine então quando foi feito há tantas décadas atrás!
Assistindo o filme hoje, diria que ele se mostra um pouco "ingênuo e desconexo", além de não representar as mulheres de modo muito favorável, algo mais comum na época; ainda assim o importante recado de O Pagador de Promessas continua lá... tanto é que a triste conclusão que se chega é: pouco se mudou na sociedade e nas religiões de 1962 pra cá...
3) Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964)
Dirigido e escrito pelo revolucionário cineasta baiano Glauber Rocha, até a redescoberta do filme Limite, quem ficou no topo da lista dos melhores filmes nacionais por muitos e muitos anos foi Deus e o Diabo na Terra do Sol. Assim como clássicos do cinema mundial como o soviético O Encouraçado Potemkin (1925) e o italiano Roma, Cidade Aberta (1945), a obra é histórica por ser o símbolo de um novo Movimento Cinematográfico de seu tempo.
Na trama, que se passa no pobre e seco sertão nordestino no começo do Século XX, o sertanejo Manoel resolve pegar o dinheiro do seu trabalho para comprar um pedaço de terra; porém quando vai receber a quantia do Coronel, este recusa a dar o dinheiro, querendo explorá-lo. Manoel se enfurece, mata o Coronel e é obrigado a fugir, em uma saga onde ele primeiro se associa ao religioso messiânico Sebastião, e depois ao cangaceiro Corisco, que pertencia ao grupo de Lampião.
Como dito anteriormente, Deus e o Diabo na Terra do Sol é bastante reverenciado. E não apenas pelas críticas sociais, que começavam a chegar nas telonas nesta década, mas principalmente pelo estilo completamente diferente do padrão do Cinema Brasileiro. O filme é um dos principais símbolos do movimento Cinema Novo, cujo slogan “uma câmera na mão e uma ideia na cabeça”, batia de frente contra o cinema tradicional nacional de até então, que consistia principalmente de musicais e comédias imitando o formato de Hollywood.
A tal "câmera na mão" junto com muitos close-ups e cortes abruptos de cena criam um clima de tensão constante nunca visto até então; outra novidade é que apesar da presença do "Deus e o Diabo" no título do filme, nenhum personagem parece corresponder a nenhum dos "lados": o religioso Sebastião sabe que está enganando o povo e faz até sacrifícios humanos; já o violento cangaceiro Corisco se vê em uma nobre missão de luta contra a injustiça social. Até mesmo os protagonistas e sua esposa Rosa se alternam fazendo coisas corretas e erradas; ou seja, é um filme sem heróis.
Por outro lado, vendo com olhos de hoje, este mantra de "simplesmente vá e faça" deixou alguns problemas técnicos que me incomodaram: as atuações são bem caricatas e teatrais (no mau sentido), temos cenas improvisadas que não encaixam na trama, e vários diálogos são incompreensíveis, seja porque o ator falou muito baixo ou muito rápido, ou porque sua fala foi sobreposta pela trilha sonora ou pela narração cantada. Pelo que estudei, o negativo original do som de Deus e o Diabo na Terra do Sol não foi preservado em boas condições, e então, a versão que temos hoje é uma restauração que tentou recuperar ao máximo sem modificar a obra original. Em outras palavras, se o filme original tinha estes problemas de "diálogos incompreensíveis", não sei e talvez nunca saberei.
4) Central do Brasil (1998)
Agora vamos com o primeiro dos dois filmes desta lista do diretor carioca Walter Salles. O nome Central do Brasil é uma referência à grande estação de trens de mesmo nome, localizada no centro da cidade do Rio de Janeiro, e aonde se começa a história. Dora (Fernanda Montenegro) é uma professora que trabalha lá como escritora de cartas para analfabetos; e neste local acaba conhecendo um pobre garoto de nove anos chamado Josué. Com o repentino falecimento da mãe, Josué fica sozinho, e então Dora acaba "adotando" o garoto, partindo com ele em uma viagem ao Nordeste, em busca do desconhecido pai do menino.
O filme aborda fortemente temas como desigualdade social e o abandono das populações do interior do Brasil; outro tema muito presente é a solidão, e pelo menos essa angústia é resolvida de certa forma para Dora e Josué, quando eles fazem o caminho inverso da migração padrão, saindo de uma cidade grande do Sudeste e indo para o Nordeste. Central do Brasil acaba sendo em parte um road movie pelo interior pobre brasileiro.
Central do Brasil foi muito bem sucedido em festivais: foi o primeiro filme brasileiro a vencer o Urso de Ouro, prêmio máximo do Festival de Berlim, ao mesmo tempo que Fernanda Montenegro venceu o Urso de Prata de Melhor Atriz. No Globo de Ouro, Central do Brasil levou o prêmio de Melhor Filme de Língua Estrangeira. E já no Oscar... além da indicação a Melhor Filme Estrangeiro, Fernanda Montenegro foi a primeira latino-americana da história a concorrer pelo prêmio de Melhor Atriz... porém foi derrotada pela insípida Gwyneth Paltrow, algo que revolta os amantes do cinema até hoje.
Se Central do Brasil resgatou a autoestima do brasileiro em termos de cinema nacional, Cidade de Deus, do paulista Fernando Meirelles, levou isso a outro patamar. Central do Brasil não foi mal nas bilheterias nacionais, mas Cidade de Deus foi muito bem, ultrapassando 3 milhões de espectadores, e virou um verdadeiro fenômeno cultural. E não só isso, estabeleceu o recorde para filme brasileiro com mais indicações ao Oscar: quatro.
Nem preciso dizer que este reconhecimento foi justíssimo. Cidade de Deus continua na minha lista geral dos melhores filmes do século XXI. Pena que não levou nenhum Oscar, já que infelizmente aquele ano foi o escolhido pela Academia para premiar a trilogia O Senhor dos Anéis (o filme O Senhor dos Anéis: O Retorno do Rei venceu todas as 11 categorias que disputou). Ainda assim, Cidade de Deus deveria ter levado pelo menos um dos prêmios... o de Melhor Montagem: o trabalho de Daniel Rezende foi simplesmente primoroso.
Ah sim: a história acompanha a vida de vários personagens que moram na Cidade de Deus, uma perigosa favela do Rio de Janeiro, e acompanhamos a história dos protagonistas desde criança, no fim dos anos 60, até já adultos, nos anos 80. Ao longo do filme, aparecem várias histórias paralelas que se entrelaçam no decorrer da trama. E não são só as histórias que se misturam: também há muita violência misturada com humor, mais ou menos ao estilo dos filmes do Quentin Tarantino.
6) Ainda Estou Aqui (2024)
Walter Salles está de volta na lista. E voltou realizando no dia 02 de Março de 2025 um grande sonho do nosso Cinema: a conquista do primeiro Oscar do Brasil.
Ainda Estou Aqui é um filme baseado no livro de mesmo nome escrito por Marcelo Rubens Paiva. Ele conta, sob os olhos de Eunice Paiva, os eventos reais do desaparecimento de seu marido, o político Rubens Paiva, durante a ditadura militar no Brasil. Caso você queira uma análise mais detalhada sobre o filme, é só clicar aqui para ler minha crítica completa.
O Brasil levou uma estatueta, mas no total foram 3 indicações ao Oscar: a de Melhor Filme Internacional (a que venceu), o de Melhor Filme, e o de Melhor Atriz (para Fernanda Torres, repetindo o feito de sua mãe Fernanda Montenegro). Mas se Fernanda "filha" não conseguiu uma "reparação" pela injustiça feita com a Fernanda "mãe" décadas atrás, ela teve melhor sorte no Globo de Ouro, onde venceu o prêmio de Melhor Atriz em Filme Dramático, sendo a primeira mulher sul-americana e também primeira falante de português a receber este prêmio; Ainda Estou Aqui ainda foi indicado, mas não levou, a Melhor Filme em Língua Estrangeira. Já no Festival Internacional de Cinema de Veneza venceu o prêmio de Melhor Roteiro.
quarta-feira, 14 de janeiro de 2026
Curiosidades Cinema Vírgula #051 - Relembrando o filme hollywoodiano do jogo de tabuleiro Detetive, lançado com TRÊS finais diferentes nos cinemas!
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| Trechos respectivamente exclusivos dentro dos Finais "A", "B" e "C" |
sábado, 3 de janeiro de 2026
Retrospectiva Cinema Vírgula 2025: confira os Melhores e Piores filmes e séries do ano que passou!
FELIZ 2026 a todos os leitores do Cinema Vírgula! Em 2025 eu quase bati o recorde de publicações em um único ano deste blog... foram 74; contra 76 do ainda recordista 2015.
E novamente, como já acontece há vários anos, trago no primeiro final de semana do nosso novo ciclo solar uma retrospectiva do melhor e pior de filmes e seriados do ano que se passou. Lembrando que o critério para ser citado aqui é eu ter assistido, e de ter sido lançado no Brasil em 2025. Bora!
Os filmes de 2025
Assim como no ano passado, em geral os melhores filmes apareceram no começo do ano, afinal, eram os "filmes do Oscar". Depois disso, nada de muito interessante. E novamente os estúdios internacionais focaram pesado em continuações ao invés de criarem coisas novas... O resultado? Sono. Outra tendência que vem se consolidando é que as pessoas vão mais para o cinema ver filmes infantis, e ligam cada vez menos para os filmes mais "adultos". Tanto que o Top 3 de bilheteria mundial ficou com a animação chinesa Ne Zha 2 - O Renascer da Alma em primeiro lugar, Zootopia 2 em segundo, e com o live-action de Lilo & Stitch em terceiro.
Melhores: com muito orgulho, para mim os 3 melhores que assisti neste ano são... brasileiros!! Trata-se de Ainda Estou Aqui, responsável nada menos pelo primeiro Oscar do Brasil na história, O Agente Secreto e O Filho de Mil Homens, este último exclusivo da Netflix. Escrevi a crítica de todos eles aqui no Cinema Vírgula, basta clicar no nome para ler. ;)
Em termos internacionais, o melhor pra mim foi um anime, o espetacular Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito. E também faço questão de citar aqui entre os melhores o filme do Superman. Poderia ter sido melhor? Sem dúvida. Mas foi o melhor filme de super-heróis do ano e, dada a enorme responsabilidade que ele tinha - reconstruir e reiniciar o Universo DC nos cinemas - o fez de modo satisfatório.
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| Walter Salles (ao centro) e Fernanda Torres nas gravações de Ainda Estou Aqui |
Piores: aqui vamos começar com meu Top 2: em segundo lugar vem The Old Guard 2, da Netflix. O primeiro filme até tinha sido bom e promissor... mas sua continuação errou tudo. Agora o pior filme que assisti no ano, disparadamente, foi Um Filme Minecraft, que infelizmente para mim aliás, foi grande sucesso de bilheteria. O filme é tão horroroso que não tive vontade sequer de escrever sua crítica aqui para o blog.
Como menções honrosas, quero citar também A Fonte da Juventude, da AppleTV+, e The Electric State, da Netflix. Como todos bem sabemos, as empresas de streaming prezam pela quantidade ao invés da qualidade, e por isso que são deles que vemos muitos filmes ruins envolvendo artistas famosos. Porém com The Electric State a dona Netflix se superou, já que gastou US$ 320 milhões para fazer essa bomba, um dos filmes mais caros da história.
Decepções: Missão: Impossível - O Acerto Final não é ruim. Mas sendo este oitavo Missão Impossível o final da franquia, é um pouco decepcionante que ele seja o filme menos bom desde o terceiro. Outra decepção que tive foi com O Esquema Fenício, filme do diretor Wes Anderson, que gosto bastante. Também não é um filme ruim, mas certamente é o mais fraco de toda a carreira de Wes, cujos filmes estão piorando, mas parecia ter se recuperado com sua série de curtas lançada na Netflix.
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| O horror! Simplesmente, o horror! |
A surpresa: depois de um ano tão tenso e problemático como 2025, quis me dar o direito de descansar o cérebro com um filme em que não tenha que me preocupar com discussões da vida real, apenas me divertir. No caso, falo de F1: O Filme. E ele entra na minha lista de surpresas porque os estadunidenses costumam não entender de Fórmula 1, então não estava esperando por um filme bom. F1: O Filme é basicamente uma história de conto de fadas para amantes desse esporte. Conexão com a realidade? Muito pouco. Mas é épico, vaza testosterona, e conta com uma fotografia primorosa, além de uma trilha sonora boa e empolgante.
As séries de 2025
Entendo que 2025 não foi um ano tão bom para as séries de TV, primeiro porque o que mais gostei de assistir foi Frieren (Crunchyroll e Netflix), que não tem episódios novos desde meados de 2024. E temporadas bem esperadas, como as finais de The Boys (Prime Video) e Dungeon Meshi (Netflix), e a segunda temporada de Fallout (Prime Vídeo), ficaram só para 2026. E praticamente todos os seriados que gostei muito em anos anteriores, entregaram temporadas inferiores em 2025. Enfim, vamos aos meus comentários...
Melhores: com o grande número de decepções, deu para trazer de volta Black Mirror (Netflix) como uma das melhores séries do ano. Sua 7ª temporada não trouxe temas muito recentes e originais, mas ainda sim, achei que 5 dos seus 6 episódios trouxeram histórias muito boas; e o outro que entra aqui é a 2ª e última temporada de Sandman (Netflix), que conforme disse anteriormente nesta lista, perdeu bastante qualidade em sua metade final, mas ainda assim, como um todo, encerra a série muito acima da média.
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| Sandman (2ª temporada) |
Piores: agora a escolha ficou fácil: os piores são facilmente identificáveis e vieram em dose dupla. Trata-se das 2ª temporadas de Wandinha (Netflix) e de The Last of Us (HBO Max). Não bastando uma trama bem parecida (e piorada), e reciclando os mesmos vilões da temporada anterior, o roteiro de Wandinha faz algo ainda pior: tira muito tempo de tela da então protagonista, interpretada pela ótima Jenna Ortega, e dá bastante espaço para vários outros personagens, infinitamente menos interessantes. Já os "jênios" roteiristas de The Last of Us pegam a maior e mais chocante reviravolta que, nos videogames, acontece no meio de The Last of Us Part II, e já a revela no final do primeiro episódio, o que estraga muito o impacto da trama, tanto desta 2ª temporada, quanto da futura 3ª. Mas os problemas não param por aí: a personagem Ellie é absurdamente inconsistente, alternando entre uma "bocó fofa" e a pessoa violenta e vingativa que deveria ser, seguindo o material original. Ah, deixando claro, isso NÃO é culpa da atriz, é culpa do roteiro. Certamente não continuarei a assistir nenhuma destas duas séries.
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| Wandinha (2ª temporada) |
Decepções: a lista tem vários nomes, e já aviso que gostei da temporada 2025 de todos eles. O problema é que em todos os casos eu esperava mais, e o que estes seriados entregaram, foi certamente a pior temporada de seus respectivos programas. São eles: Pacificador (HBO Max), The White Lotus (HBO Max), Only Murders in the Building (Disney+) e 1670 (Netflix). Uma pena, pois tenho apreço a todas estas séries. Provavelmente não irei mais assistir The White Lotus, entendo que a fórmula está 100% esgotada. Para os outros 3, vou dar novas chances. E, não acredito no que vou falar mas lá vai: Only Murders in the Building precisa renovar bastante os personagens, e principalmente, se livrar da personagem de Meryl Streep, a pior coisa da última temporada.
A surpresa: e não é que a estréia de James Gunn como novo chefão do universo DC foi boa apesar de ser com um título totalmente desconhecido (e portanto arriscado)? A primeira temporada da animação Creature Commandos (HBO Max) me surpreendeu positivamente, e apesar de ser uma espécie de continuação direta de um inconsistente Esquadrão Suicida, o resultado final foi muito bom.
Lembrando que os filmes em laranja negrito e com um (*) são aqueles a que dou uma nota de no mínimo 8,0 e portanto, recomendo fortemente.
NOVE ótimos jogos de Carta ou Tabuleiro que conheci na Covil-Con e DOFF 2025
Tenho falado pouco sobre Jogos de Tabuleiro aqui no Cinema Vírgula... tirando o artigo que fiz este ano no Dia Internacional da Mulher , ant...
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A Trilogia Baztán é uma série de livros da escritora espanhola Dolores Redondo, que alcançou fama em diversos países e é uma das publicações...
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Em meu artigo de curiosidades de hoje, vamos desfazer uma confusão muito comum feita por quem assistia aos antigos desenhos clássicos da Han...
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Se eu tivesse escrito este post anos atrás, certamente haveria muita comoção (e até alguns xingamentos). Será que vai acontecer o mesmo a...




























