terça-feira, 24 de março de 2026

Crítica - Devoradores de Estrelas (2026)

TítuloDevoradores de Estrelas ("Project Hail Mary", EUA, 2026)
Diretores: Phil Lord, Christopher Miller
Atores principais: Ryan Gosling, Sandra Hüller, James Ortiz (vozes), Priya Kansara (vozes), Lionel Boyce

Filme acerta no humor mas falha na ciência

Temos de volta nos cinemas um blockbuster de ficção científica, Devoradores de Estrelas, que vem sendo sucesso de crítica e público. O filme é uma adaptação do livro de mesmo nome lançado pelo estadunidense Andy Weir em 2021, mesmo autor de Perdido em Marte.

Na história, descobrimos que "algo" está consumindo não somente nosso Sol, como também todas as estrelas mais próximas a nós... menos uma: Tau Ceti; é então que a humanidade decide enviar para lá em uma nave três pessoas para descobrir o motivo, dentre eles nosso herói, o biólogo molecular Ryland Grace (Ryan Gosling). O problema é que para chegar em um lugar tão longe os astronautas são colocados em coma induzido na maioria do tempo, e quando Grace acorda, não apenas ele é o único que sobreviveu ao processo, como também sofre de grandes perdas de memória, se esquecendo de quem é, e do porquê que ele estaria em uma nave.

Todos os três livros escritos por Andy Weir até hoje possuem algumas características em comum: um protagonista solitário e inteligente que consegue se virar de modo criativo nas mais inusitadas e difíceis situações, otimismo em relação à capacidade humana, muito humor, conceitos de ciência e física tentando ser o mais reais e acessíveis possível para o público.

E no filme Perdido em Marte, de 2015, de certa forma tudo isto foi transportado com sucesso para as telas. Já neste Devoradores de Estrelas, comparativamente, temos um ator melhor, que igualmente realiza e supera desafios, temos uma quantidade muito maior de piadas e humor (e bem feitos, aliás), mas na hora de mostrar ciência... chega até a doer. Neste aspecto, o roteiro parece muito mais fantasia do que ficção científica.

Lá pela metade do filme, Grace acaba se encontrando com um alienígena, Rocky (James Ortiz): e a maneira com que eles se aprendem a comunicar foi tão rápida e fácil que me tirou completamente da história. Eu entendo que muita coisa precisa ser simplificada para que o público em geral consiga melhor compreensão, mas Devoradores de Estrelas exagerou. Fora os furos de roteiro que a "fantasia" colocada no filme traz... Por exemplo: aprendemos que Rocky não tem olhos e "enxerga" através do som, ou seja, ele precisa que um objeto tenha relevo para vê-lo. É por isso que Ryland coloca peças com números em 3D em cima do display do relógio para que Rocky consiga "ver" os números. Certo. E aí, uns vinte minutos depois, vemos a dupla assistindo imagens do planeta Terra em um telão plano de LCD (???!!!). É muita burrice.

Não sei até que ponto o livro explica de modo convincente a parte científica em Devoradores de Estrelas, pois não o li, mas sei que lá, como nos demais livros de Andy Weir, há a tentativa de levar a ciência a sério: por exemplo, diferentemente do filme, o sistema numérico de Rocky nem é decimal (vai até 6), e até isso o livro explica como eles tiveram que lidar. O livro também explica porque só Grace sobreviveu ao coma induzido, explicação que duraria apenas 15 segundos e o desleixado roteiro do filme ignora.

O que mais me espanta é que o roteirista de Devoradores de Estrelas é o mesmo de Perdido em Marte: Drew Goddard, e no outro filme a parte científica foi bem mais acurada. O que será que aconteceu? Seria influencia dos diretores? Já que em Perdido em Marte o diretor era Ridley Scott, especialista em Ficção Científica, e aqui os diretores são especialistas em Comédia + Aventura (as franquias de animação Uma Aventura Lego, Aranhaverso e Tá Chovendo Hambúrguer)?

A consequência de se trocar ciência por "fantasia" é que as dificuldades enfrentadas por Ryland e Rocky perdem muito do seu peso, e o filme perde bastante do seu drama. Pelo menos há as cenas em flashback no Planeta Terra para contrabalancear isso. Estas sim, são cenas sérias, mais pesadas, e a grande responsável por estas cenas funcionarem tão bem é a ótima atuação de Sandra Hüller, que consegue se mostrar firme, séria, mas ainda assim compassiva.

Em termos visuais, Devoradores de Estrelas também não é tão impressionante, a maioria das cenas são filmadas dentro da apertada nave de Grace, e portanto, não primam por grande beleza; e o próprio design visual do alienígena Rocky é quase uma versão dos robôs vistos em Perdido em Marte só que feito de pedra: aparentemente Andy Weir não tem muita criatividade para imaginar seres não-humanos(*). Entretanto, as poucas cenas em plano aberto no espaço, estas sim são belas e, embora não sejam espetaculares, justificam assistir Devoradores de Estrelas nas telonas do cinema.

Apesar de todas as críticas acima que fiz a Devoradores de Estrelas, o filme é um ótimo entretenimento e se você não for assisti-lo querendo uma ficção científica séria, mas um filme de aventura e comédia, vai se divertir bastante. Principalmente se encarar Devoradores de Estrelas como comédia. Ah, e mais uma vantagem: o filme é bastante otimista e good vibes; portanto, se você, assim como eu, está sobrecarregado de tanto pessimismo e notícia ruim vinda do mundo real atual, ir no cinema ver esta obra é um ótimo descanso para a mente e alma! Nota (de 1 a 6):



PS: o nome do livro e filme no original, "Project Hail Mary", que traduzido no literal seria "Projeto Ave Maria", tem um significado importante que foi perdido na tradução. É que nos países de língua inglesa, e principalmente nos EUA, um "Hail Mary" também serve como uma gíria para um ato desesperado com pouca chance de sucesso, que vai depender de sorte ou "milagre". É uma expressão bastante usada no Futebol Americano, quando um time tenta fazer um passe longo e desesperado nos segundos finais de um jogo, para concluir um touchdown para virar ou empatar a partida.

(*) Atualização/correção: devo uma pequena desculpa a Andy Weir: os tais robôs com quem Rocky se parece não são de Perdido em Marte, e sim de Interestelar (2014), que não possui nenhuma relação com o escritor. Rocky parece uma versão em menor escala dos robôs TARS e CASE deste filme.

Mudanças no Cinema Vírgula!

Como alguns já devem ter reparado, no começo do ano a página "Todas as Críticas", onde você podia encontrar todas as críticas de filmes já feitas neste blog, foi dividida em duas: "Críticas (de 2012 a 2025)" e "Críticas (2026 em diante)".

E hoje ficará claro o motivo desta divisão. É que a partir de agora não avaliarei mais os filmes dando notas de 1 a 10, e sim, irei dar notas usando a escala da imagem abaixo:

 

Com isso, todos os filmes de 2026 em diante serão avaliados com uma "nota" de 1 a 6, representada visualmente pela face de um dado. Você verá a imagem com a nota ao final do texto de cada crítica. E caso você já queira ver como ficaram as notas de todas as críticas dos filmes de 2026 publicadas por aqui, é só clicar lá em cima no "Críticas (2026 em diante)" do menu. ;)

 

sexta-feira, 20 de março de 2026

Curiosidades Cinema Vírgula #053 - Sabia que a ciência já acreditou ter descoberto Vulcano, o planeta de Spock (e por duas vezes)?


Para quem não reconhece as duas entidades da foto acima, à esquerda temos Spock, um dos personagens principais da franquia Star Trek (ou Jornada nas Estrelas), oficial de ciências e primeiro oficial da nave estelar USS Enterprise, e também meio humano e meio vulcano. Estes seus 50% vulcano, que lhe conferem as inconfundíveis orelhas pontudas, vieram de seu pai, um extraterrestre do fictício planeta... Vulcano (!), que é o planeta da imagem ao seu lado.

Segundo a mitologia de Star Trek, o planeta Vulcano de Spock orbita a estrela 40 Eridani A, uma estrela que realmente existe e fica a 16,3 anos-luz da Terra. Segundo a franquia, trata-se de um planeta árido e quente, coberto principalmente por desertos e cadeias montanhosas, com apenas alguns pequenos mares e lagos isolados de água salgada. Vulcano seria levemente maior que Terra e teria uma gravidade 40% mais forte; sua cor, vista do espaço, seria avermelhada.


A "primeira descoberta" de Vulcano

Voltando algumas centenas de anos para o Universo real, saibam que todos os planetas dos Sistema Solar, de Mercúrio até Urano foram descobertos pela humanidade através da observação visual direta (seja via olho "nu", ou por telescópio, que foi o caso de Urano). Porém os dois corpos mais distantes, o planeta Netuno e o planeta-anão Plutão, foram descobertos indiretamente através de cálculos. Os cientistas observaram a órbita de Urano, e como não batiam com o esperado pelas leis da física conhecidas, imaginavam haver um outro corpo que estava causando esta distorção orbital. Dito e feito, de distorções na órbita de Urano a humanidade encontrou Netuno (em 1846), e de distorções em Netuno encontramos Plutão (em 1930).

Porém enquanto se via anormalidades na órbita de Urano, o mesmo acontecia ao analisar a órbita do primeiro planeta do Sistema Solar, Mercúrio: ela também estava "errada". Em 1846 o astrônomo francês Jacques Babinet especulou a existência de um novo planeta entre o Sol e Mercúrio, e a ele deu o nome de Vulcano, o deus romano do fogo; afinal, para Jacques o novo corpo celeste deveria ser tão quente que chegaria a ser um planeta "incandescente".

Em 1859, o astrônomo francês Urbain Le Verrier - o mesmo que previu corretamente a existência de Netuno - publicou um estudo (re) confirmando os cálculos de que a órbita de Mercúrio estava errada e que entre o Sol e Mercúrio deveria haver portanto um objeto de massa similar ao próprio Mercúrio: ou um novo planeta ou um cinturão de asteróides.

Pedaço de um mapa do Sistema Solar de 1846, por Hall Colby, já incluindo Vulcano

Em dezembro do mesmo ano outro astrônomo francês, Edmond Modeste Lescarbault, disse ter conseguido, enfim, observado o novo planeta. Le Verrier foi até ele e, após revisar os estudos de Lescarbault, acreditou na descoberta de seu compatriota. Em 2 de Janeiro de 1860 a dupla anunciou a descoberta do novo planeta "Vulcano" em uma reunião da Academia de Ciências de Paris.

Porém o anúncio foi contestado na própria reunião, e nas décadas seguintes a humanidade continuou tentando localizar o planeta Vulcano na região indicada por Le Verrier. A existência de Vulcano, entretanto, foi descartada em definitivo em 1919, quando se comprovou que a Teoria da Relatividade Geral de um tal Albert Einstein, formulada poucos anos atrás (1915), conseguia explicar a órbita "errada" de Mercúrio através da curvatura que o próprio Sol gera no espaço-tempo ao seu redor; ou seja, Vulcano não precisaria mais existir para as contas darem certo.


A "segunda descoberta" de Vulcano

Em Setembro de 2018, Vulcano seria "descoberto" mais uma vez, quando um grupo de astrônomos do projeto Dharma Planet Survey, liderado pela Universidade da Flórida, anunciaram ter descoberto um novo planeta orbitando 40 Eridani A. E olha só, a mesma estrela do planeta Vulcano da ficção!

Segundo estes cientistas, este novo objeto era uma "Super Terra": um planeta rochoso com cerca do dobro do tamanho do nosso, e dentro de uma zona habitável de temperatura - nem muito quente, nem muito frio - completando uma órbita a cada 42 dias terrestres. E claro, os cientistas que fizeram a descoberta aproveitaram a "coincidência" com a ficção para aparecer na imprensa mundial para dizer brincando que descobriram Vulcano.

Mas... não foi desta vez novamente...

Após alguns questionamentos mais sérios que se iniciaram em 2023, em 2024 um estudo científico publicado na revista científica The Astronomical Journal, por um grupo de pesquisadores liderados pela estadunidense ex-NASA Abigail Burrows, diz provar que o estudo de 2018 foi na verdade uma ilusão astronômica, e o que foi observado na época teria sido um sinal captado devido alguma atividade na superfície da própria estrela; ou seja, nada de novo planeta.

40 Eridani A, B e C via telescópio amador

E então continuamos na busca por Vulcano rs. Ah, e para finalizar o artigo de curiosidades, a tal estrela se chama 40 Eridani A pois ela compõe um sistema estrelar triplo (!!), formado pelas estrelas A, B e C. A estrela "A" é bem maior que as outras duas, que acabam orbitando em seu redor.




PS: Já viu as outras curiosidades do Cinema Vírgula? É só clicar aqui!

sábado, 14 de março de 2026

Oscar 2026: Veja aqui um resumo sobre os principais filmes, os favoritos e as chances brasileiras!


Neste domingo 15 de Março, vulgo AMANHÃ, teremos a cerimônia de entrega do 98º Academy Awards, ou os Oscars 2026. Abaixo segue a lista dos 10 filmes que disputam o prêmio máximo de Melhor Filme, ordenados pelo número somado de indicações recebidas (entre parênteses). Você pode clicar nos links dos nomes para ler as críticas feitas aqui pelo Cinema Vírgula. De todos eles, só não assisti um: Marty Supreme; e também não fiz a crítica de F1: O Filme, embora eu o tenha visto.
Não ficando "em cima do muro", a seguir coloco para vocês todos os 9 filmes dos 10 acima que assisti, na minha ordem de preferência: Valor Sentimental > O Agente Secreto > Uma Batalha Após a Outra > Pecadores > F1: O FilmeBugonia > Frankenstein > Sonhos de Trem > Hamnet: A Vida Antes de Hamlet
 
Nós brasileiros ainda temos boas lembranças do nosso primeiro Oscar, obtido ano passado por Ainda Estou Aqui. Neste ano o Brasil está concorrendo com CINCO indicações! Quer saber o que acho sobre nossas reais chances em cada uma delas? Só continuar lendo. ;)


O Oscar de Melhor Filme Internacional

Começando pelo prêmio que o Brasil venceu em 2025. Será que teremos dobradinha? Bem, a boa notícia é que seria muito bizarro se o prêmio não saísse para Valor Sentimental ou o nosso O Agente Secreto, já que ambos têm múltiplas indicações e também estão indicados ao Oscar de Melhor Filme; aliás, dentre os 10 indicados ao maior prêmio da noite, para mim estes dois filmes são justamente os dois melhores.

A má notícia é que Valor Sentimental é um concorrente muito forte e acredito que levará o prêmio. Outro fator que pesa contra nós é que não costumam dar este prêmio para o mesmo país dois anos seguidos. As chances do Brasil é que o filme norueguês não faz críticas políticas, e como eu imagino que a Academia irá se posicionar politicamente em alguma de suas escolhas... então quem sabe? De todas as indicações brasileiras, entendo que essa é a nossa segunda maior chance.


O Oscar de Melhor Ator

Mesmo tendo vencido o prêmio de Melhor Ator do ano em Cannes e no Globo de Ouro (Ator de Drama), acho difícil que Wagner Moura vença o prêmio do Oscar de Melhor Ator. A disputa está mesmo entre Michael B. Jordan, por Pecadores, e que venceu o prêmio de Melhor Ator pelo Sindicato dos Atores (SAG-AFTRA) e Timothée Chalamet, por Marty Supreme, que venceu o Globo de Ouro de Melhor Ator de Comédia ou Musical.

O trio favorito. Mas acho que ficou difícil para nosso Wagner...

Jovem, e com todos os requisitos para ser consagrado como a mais nova estrela de Hollywood, Chalamet é apontado como o favorito pelos analistas, porém eu vou apostar que o vencedor será Michael B. Jordan. Ah, uma curiosidade: Timothée Chalamet atualmente está bastante mal falado na mídia, após ter dado uma declaração diminuindo a Ópera e o Balé, dizendo que ninguém mais se importa com eles. Só que as votações foram encerradas antes de sua fala viralizar, portanto, em teoria ela não deve afetar o resultado.


O Oscar de Melhor Direção de Elenco

Vocês sabiam que este ano temos nova categoria estreando no Oscar? Se trata do Oscar de Melhor Direção de Elenco. O objetivo do prêmio é prestigiar o melhor elenco como um todo de um filme; e a pessoa que irá receber o troféu é o(a) Diretor(a) de Elenco. O brasileiro Gabriel Domingues está tendo a honra de ser um dos 5 primeiros indicados da história à esta categoria pelo elenco de O Agente Secreto. Mas ele vai ganhar? Duvido. Eu ficaria muito muito muito surpreso se este Oscar não ficar com Pecadores. E nem é porque acho que ele mereça ou não, mas simplesmente porque o filme "precisa" vencer algumas das suas 16 indicações, e nesta categoria seus concorrentes são menos badalados.


O Oscar de Melhor Filme

Será que desta vez o Brasil leva o Oscar de Melhor Filme? Não acredito, ainda que as chances sejam um pouco maiores que ano passado. Entendo que a disputa para o vencedor do prêmio máximo está limitada a Pecadores e a Uma Batalha Após a Outra, que não à toa são disparados quem têm mais indicações. Porém entendo que a "empolgação" por Pecadores diminuiu nos últimos meses, então meu palpite é que o vencedor será Uma Batalha Após a Outra.


E tem mais Brasil!

Se vocês contaram direito, devem ter reparado que já comentei sobre as quatro indicações de O Agente Secreto, mas que também disse que o Brasil possui cinco indicações. E é isto mesmo! Ainda estamos concorrendo ao Oscar de Melhor Fotografia, em nome do brasileiro Adolpho Veloso, pela fotografia do filme estadunidense Sonhos de Trem.

Vão me falar que Sonhos de Trem não merece esse Oscar???

Na minha opinião esta é a indicação em que o Brasil tem mais chance de vencer, e aliás, o justo seria que Adolpho Veloso vencesse o prêmio, para mim a fotografia de Sonhos de Trem é de fato a melhor dentre todas. Entretanto, mesmo sendo nossa principal chance, entendo que corremos por fora: o real favorito para levar este prêmio é Pecadores, que também tem uma fotografia muito boa, e ainda possui ao seu favor a mesma explicação que dei no Oscar de Melhor Direção de Elenco.


Mais alguns palpites

Assim como fiz nos últimos anos, não vou dar meus palpites para todas as categorias do Oscar, mas vou fazer minhas apostas em mais algumas Categorias:

Melhor Direção: Paul Thomas Anderson (Uma Batalha Após a Outra) já foi indicado três vezes e não levou, nesta sua quarta indicação como diretor vão lhe dar o prêmio, certeza.

Melhor Atriz: Jessie Buckley (Hamnet: A Vida Antes de Hamlet) é a grande favorita e vai levar, embora como eu já tenha dito na crítica do seu filme, ela não esteja em sua melhor forma; ainda assim não ficaria triste com sua vitória, já que pela carreira como um todo, ela merece. Mas minha torcida vai para Renate Reinsve (Valor Sentimental), que pra mim foi a melhor de todas.

Melhor Ator Coadjuvante: aposto na vitória de Stellan Skarsgård, que com 74 anos, recebe sua primeira indicação ao Oscar, e vou torcer por ele. Sean Penn, que divide o favoritismo ao premio com Stellan e tem chances reais de vencer, se bobear até atuou melhor, mas como já tem duas estatuetas, vamos dar chance para os outros também brilharem rs.

Melhor Atriz Coadjuvante: Glória Pires! rs... brincadeira... na verdade vou fazer como ela e responder que "Não sou capaz de opinar". Esta categoria promete ser uma das mais imprevisíveis do Oscar, com três fortes concorrentes que dividiram as vitórias nas premiações mais importantes ao longo do ano: Amy Madigan (A Hora do Mal), Teyana Taylor (Uma Batalha Após a Outra) e Wunmi Mosaku (Pecadores). O problema é que não assisti A Hora do Mal, então fica difícil eu escolher uma das três para votar e/ou torcer.

Melhor Montagem: quem vai ganhar será Uma Batalha Após a Outra, e neste caso considero aceitável. Porque quem DEVERIA ganhar é Valor Sentimental, cuja edição é espetacular. Agora, se qualquer um dos outros três concorrentes vencer esse prêmio, vou ficar muito p* rs.



De novo: o Oscar será neste Domingo, 15 de Março, com a transmissão começando a partir das 20h (horário de Brasília) no tapete vermelho e com a cerimônia da entrega dos prêmios tendo início às 21h. A transmissão na TV aberta será via Rede Globo, e pela TNT / Max em canais fechados.


E vocês, quais são seus palpites? Acham que o Brasil leva algo? Deixem nos comentários!

terça-feira, 10 de março de 2026

Crítica - Hamnet: A Vida Antes de Hamlet (2025)

TítuloHamnet: A Vida Antes de Hamlet ("Hamnet", EUA / Reino Unido, 2025)
Diretor: Chloé Zhao
Atores principais: Jessie Buckley, Paul Mescal, Emily Watson, Joe Alwyn, Jacobi Jupe, Olivia Lynes, David Wilmot, Bodhi Rae Breathnach
Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=3OovzJLVxUo
 
Jessie Buckley é o menos pior em um filme com emoções imaginárias

Hamnet: A Vida Antes de Hamlet é um filme baseado no livro ficcional de 2020 de nome Hamnet, escrito pela Norte-Irlandesa Maggie O'Farrell, que aqui também é co-roteirista junto com a diretora Chloé Zhao (vencedora do Oscar com Nomadland). Ele trata da vida de William Shakespeare e sua esposa Agnes Hathaway, e de como eles lidam com a perda precoce de seu filho Hamnet.

Para quem acaba de ficar bravo comigo pelo spoiler acima, em minha defesa a morte do pequeno Hamnet é mostrada no trailer e também é citada na sinopse oficial do filme; e com este detalhe da trama já dá para perceber que o subtítulo "A Vida Antes de Hamlet" que colocaram aqui no Brasil, e que não existe no original, é um bocado idiota.

A história começa nos apresentando William (Paul Mescal) e Agnes (Jessie Buckley). Aprendemos que Shakespeare voltou da "cidade grande" para trabalhar em uma pequena vila rural para ajudar seu pai a pagar suas dívidas; já Agnes é apresentada como uma espécie de curandeira local, sempre em forte contato com a natureza, e que costuma ter visões proféticas. A dupla se conhece, rapidamente se apaixona e tem sua primeira filha.

E é com este clima bucólico e cotidiano que seguimos até a metade do filme, com alguns problemas. Hamnet constantemente mostra o casal como muito apaixonado um pelo outro, com eles declamando seu amor, até vemos eles em algumas cenas de sexo... porém não "sentimos" esse amor, não há qualquer demonstração verdadeira de afeto ou cumplicidade... tudo fica apenas em nossa imaginação. Eu não vi uma única cena no filme que me faça entender porque Agnes se apaixonou por Shakespeare, fora que a atuação de Paul Mescal é bem ruim. Para não ofender, vou dizer que ele passa o filme todo com uma única expressão, de "estou com dor de dente".

Aliás, o mesmo pode ser dito sobre a emoção de "ódio"... os personagens gritam com os outros do nada, você até entende porque estão gritando, mas não sente ser real. A primeira metade de Hamnet, em geral, é lenta e repleta de emoções ocas. Talvez um dos motivos disto acontecer seja a opção por não ter nenhuma trilha sonora, algo que costuma ajudar a trazer sentimentos para o espectador; de qualquer forma, a coisa mais próxima de "emoção" que o filme traz são algumas cenas que induzem tensão a platéia por nos fazerem a acreditar que algo muito ruim vá acontecer em breve. Porém isso não acontece, é sempre alarme falso.

Então exatamente na metade de Hamnet: A Vida Antes de Hamlet uma tragédia de fato (e enfim) acontece, e os rumos do filme mudam, felizmente para melhor. E ainda assim, a maneira que a tal tragédia é contada não me agradou, pois de certa forma, acaba fazendo alusão a elementos sobrenaturais, que me parecem desnecessários para a mensagem da trama.

Em sua segunda metade o filme fica um pouco mais dinâmico, com as histórias de William e Agnes se alternando menos lentamente, e com alguma emoção genuína colocada, enfim, com o apoio de trilha sonora. O melhor vem com o ato final, onde Shakespeare apresenta para o público pela primeira vez sua nova peça, Hamlet.

É durante a apresentação da peça em que Hamnet: A Vida Antes de Hamlet enfim faz sentido, amarrando tudo o que ele contou nas intermináveis 1h e 30min anteriores. Pela primeira vez vemos de forma convincente que Shakespeare tem algum sentimento, e de modo improvável até mesmo as visões que o pequeno Hamnet herdou de sua mãe se concretizaram. Tudo converge para emocionar o espectador e, pela reação das pessoas nas mídias sociais, parece ter funcionado perfeitamente.

Mas ainda assim, mesmo em seu ápice, Hamnet deixa um bocado a desejar; seu desfecho é bem piegas, e um exemplo disso é que até dá para aceitar Agnes se emocionar e querer tocar / acolher o ator do personagem de Hamlet, mas o restante do público não. Aliás, o comportamento de Agnes é totalmente inverossímil. Uma coisa é você estar abalada pela morte do filho, outra é se comportar durante a peça toda como se fosse o doidinho da praça. Também chego a ficar indignado com a facilidade com que Agnes "perdoa" Shakespeare, um "pai" totalmente ausente.

As únicas coisas que se realmente se salvam Hamnet: A Vida Antes de Hamlet são as atuações de Jacobi Jupe, que interpreta Hamnet, e de Jessie Buckley, que está bem apesar dos exageros e provavelmente levará o Oscar de Melhor Atriz. A direção ruim de Chloé Zhao conseguiu fazer que a ótima Jessie não estivesse em seu melhor. Mas pelo menos serviu para a atriz provar mais uma vez que é versátil e carismática, e se ela levar o Oscar não acharei ruim. Só não seria tanto por Hamnet, e sim pelo conjunto da sua carreira. Nota (de 1 a 6):



PS 1: conforme o filme explica em seu letreiro incial, "Hamnet" também era escrito como "Hamlet" na época de Shakespeare, e portanto, dá para se dizer que ambos são o mesmo nome. Sobre a tese principal do filme (e do livro), de que Hamlet tenha sido escrito por William devido a morte de Hamnet, não há nenhuma comprovação histórica sobre isso.

Eu particularmente acredito que o nome da peça ter sido o nome de seu filho, e o próprio protagonista da história ser "um filho", não são coincidências; não tenho dúvidas que Shakespeare estava sim homenageando sua criança. Mas, e quanto ao resto da história de Hamlet? O que temos, além da tal homenagem, para indicar que houve uma inspiração direta? É fato que a peça debate bastante sobre a morte e a dor da perda; por outro lado, ela é principalmente uma história sobre vingança, fala do luto de um filho pelo pai (e não o contrário), e foi escrita 4 anos depois que Hamnet morreu.

PS 2: no caso do nome da esposa de William Shakespeare acontecia a mesma coisa, tanto podia se escrever Agnes quanto Anne Hathaway, ainda que nas referencias escritas que temos à ela sejam muito mais comuns a grafia Anne. O "triste" é o motivo da escolha pelo nome Agnes... a mudança foi feita apenas no filme (não existe no livro) para que o público não "confundisse" a protagonista com a atriz de mesmo nome do nosso tempo.

domingo, 8 de março de 2026

Especial Dia Internacional da Mulher: Verna Fields e Marcia Lucas: as montadoras que salvaram as carreiras de Steven Spielberg e George Lucas

Você certamente admira o filme Tubarão (1975) e seu diretor Steven Spielberg; e igualmente o faz para o filme Guerra nas Estrelas, vulgo Star Wars - Uma Nova Esperança (1977), e seu diretor George Lucas.

Porém você nem desconfia que estes dois blockbusters, que graças ao seu novo jeito de contar histórias e grande apelo popular revolucionaram a história do Cinema, tiveram como principais "culpadas" por todo este sucesso as montadoras (ou "editoras", se preferir) de filmes: Verna Fields e Marcia Lucas.

 

Verna Fields

Era uma vez um jovem e talentoso diretor de 26 anos chamado Steven Spielberg, em sua primeira oportunidade em um grande filme de estúdio: Tubarão. E neste contexto, sua inexperiência iria complicar em muito sua vida...

O ousado diretor imaginou um filme grandioso, com grandes tomadas em mar aberto; porém na vida real, o oceano é completamente imprevisível, e sua grande estrela, um gigante e caro tubarão mecânico, se recusava a funcionar corretamente, além de que a água salgada danificava o personagem robótico constantemente. Após semanas de filmagens, o orçamento já estava estourado e Steven Spielberg, desesperado, não tinha uma única cena decente com o tubarão...

Porém quando os primeiros rolos de filme chegaram para Verna Fields editar, ao ver as imagens daquele tubarão atabalhoado que não convencia ninguém, ela teve uma idéia e a levou a Steven: e que tal se não mostrássemos o tubarão? Depois de recuperar do choque de ter que "jogar fora" todos os milhões de dólares gastos com o animal, Spielberg topou a proposta e Verna começou seu trabalho: ela recriou o terror do filme em torno da ausência do tubarão; editou tudo usando cenas subaquáticas em primeira pessoa, olhares assustados das pessoas da superfície, e principalmente, casou as imagens com o ritmo da excelente e marcante trilha sonora criada por John Williams, fazendo que este som passasse a ser o tubarão se aproximando. O resultado? Bem, o resultado vocês já sabem.

Verna Fields venceu o Oscar de Melhor Edição por esse trabalho; e isto está longe de ser seu único mérito da carreira. Ela foi uma editora de filmes muito bem sucedida nos anos 60 e 70, editando vários filmes de sucesso de jovens diretores famosos da época, como por exemplo o próprio Spielberg, Peter Bogdanovich e George Lucas. Na indústria do Cinema, chegou a ganhar o carinhoso apelido de "Mother Cutter", ou "Mãe Editora", já que "cutter" é um dos termos para editor de filmes.

Verna também era editora de som, trabalhando principalmente na TV, onde foi a responsável pelo som de alguns seriados. Ah, e ela não parou na edição não! Foi uma das primeiras mulheres a alcançar um cargo de alta executiva em um grande estúdio, sendo Vice-Presidente da Universal Pictures, cargo que ocupou até a data de seu falecimento, em 1982, com 64 anos.


Marcia Lucas

As citações à Verna Fields ainda não acabaram: em 1967 ela contratou alguns universitários para ajudá-la a editar o documentário Journey to the Pacific, e dentre eles estavam os jovens George Lucas e Marcia Griffin (a futura Marcia Lucas), que se conheceram e anos depois se casaram. Em seu segundo filme, Loucuras de Verão (American Graffiti, 1973), George Lucas queria que sua esposa fosse a editora, porém o estúdio não deixou e o obrigou a contratar... Verna Fields(!). Porém Verna trabalhou pouco no filme, já que logo foi obrigada a retornar para o trabalho de edição de Essa Pequena é uma Parada (1972).

Sobrou então para Marcia Lucas transformar uma versão de 165 minutos na versão final de 110 min que conhecemos hoje. Além disso, antes as histórias eram contadas separadamente, de modo sequencial, e foi ela quem decidiu editá-las contando-as em paralelo. Loucuras de Verão acabou se tornando o primeiro sucesso comercial de George Lucas. Já Marcia, juntamente com Verna Fields, foram indicadas por este trabalho ao Oscar de Melhor Edição, mas desta vez não venceram o prêmio.

E se você acha que Marcia já ajudou bastante George na história acima, o melhor ainda está por vir... No início de 1977, George Lucas chamou vários amigos, a maioria diretores, para uma primeira exibição teste em Los Angeles de seu novo filme, Star Wars. O resultado foi bastante preocupante: com exceção de Spielberg, que gostou do que viu, o restante da sala achou que a obra era confusa, lenta e carente de emoção.

George não tinha contratado Marcia como editora do filme pois na época do começo da produção ela  estava grávida; então ele trouxe o britânico John Jympson. Porém após o resultado perturbador da exibição inicial, Jympson foi demitido e um trio de editores - sendo Marcia Lucas a principal deles - veio às pressas para tentar salvar o filme, que estava programado para ser lançado em poucos meses.

Marcia alterou muitas coisas no corte de George Lucas e John Jympson, transformando Star Wars em algo muito mais humano e dinâmico. Principalmente, ela remontou totalmente a batalha final com os caças que destroem a Estrela da Morte, que no corte original, não tinha nenhum sentimento de urgência. Por exemplo, é só graças a ela que a base rebelde está na iminência de ser destruída, e que Han Solo aparece na última hora com sua nave para ajudar Luke.

Marcia também ajudou no roteiro, e ela convenceu seu marido a fazer diversas alterações. Por exemplo, foi dela a idéia de que Obi-Wan Kenobi se sacrificasse, pois originalmente ele fugiria junto com os heróis; ela quem sugeriu que o espírito de Kenobi aparecesse e falasse para Luke "usar a Força", ou ainda, foi só graças a Marcia que a cena em que Léia dá um beijo de boa sorte em Luke foi mantida. A conclusão? Como todos sabem, Star Wars se tornou um enorme sucesso de crítica e público, e virou uma das maiores franquias da cultura pop de todos os tempos.

O sucesso, aliás, não foi nada bom para o casal. Milionários de uma hora para outra, enquanto Marcia queria se aposentar e criar uma família, George Lucas resolveu construir seu gigantesco Rancho Skywalker para se tornar um grande produtor de cinema e, em paralelo, transformar seu Star Wars em uma gigantesca franquia com múltiplos filmes.

Quando Star Wars: Episódio VI - O Retorno de Jedi (1983) estava sendo feito, George e Marcia já estavam em processo de divórcio. Ainda assim, Marcia editou algumas partes deste filme, dentre elas algumas de suas cenas mais emocionantes, como as mortes de Yoda e Anakin. E este foi seu último trabalho nos cinemas, com Marcia se aposentando do mundo artístico em definitivo.

Com o passar dos anos, com literalmente dezenas de novas versões e novos documentários sobre os filmes de Star Wars, Marcia Lucas foi sendo gradualmente "apagada" da história por George. Porém, nos últimos anos, livros e documentários feitos por pessoas que não estão mais sob a folha de pagamento de George Lucas / Disney, além de entrevistas de Mark Hamill, têm resgatado a vital importância dela para a franquia.

Ah, e um detalhe final: pela edição em Star Wars, de 1977, Marcia Lucas venceu o Oscar de Melhor Edição. Já seu ex-marido George Lucas, apesar de toda fama, nunca venceu nenhum Oscar diretamente, seja de Melhor Filme, ou Melhor Direção, ou Melhor Roteiro. Sensacional! rsrs

quinta-feira, 5 de março de 2026

Confira o impressionante filme (curta metragem) da banda Gorillaz!

Certamente uma das bandas mais diferentes da história da música é a britânica Gorillaz, nem tanto pelo seu som pop-rock-eletrônico-alternativo, mas principalmente por ser uma banda virtual, composta por quatro músicos que são "personagens animados": 2-D, Murdoc Niccals, Noodle e Russel Hobbs.

Isso possibilitou que os artistas reais por trás deles, que cantaram e tocaram "interpretando" os personagens, mudassem ao longo dos anos, com exceção de Damon Albarn, co-criador da banda e "intérprete" do personagem 2-D, sendo o principal compositor, produtor, pianista e vocalista.

Na última semana de Fevereiro eles lançaram seu nono álbum de estúdio, The Mountain, e o fizeram trazendo músicas de boa qualidade e considerável repercussão nas mídias, fatos que não aconteciam talvez há mais de uma década.

E o grande impulso para esta grande "volta" do Gorillaz foi que para promover seu novo disco, o grupo lançou enfim seu primeiro filme!! Os criadores do Gorillaz tentavam fazer um filme desde o começo dos anos 2000, e chegaram muito perto disso em 2022-23, quando estavam trabalhando em uma animação com a Netflix. Porém, o projeto acabou sendo cancelado, já que naquela época a empresa de streaming passava por um período de reestruturação interna e cortes de gastos; mais especificamente o executivo com quem eles trabalhavam diretamente chegou a ser demitido.

Porém agora o sonho foi enfim realizado com um curta metragem com pouco mais de 8 minutos de duração de nome The Mountain, The Moon Cave and The Sad God. O nome aliás, é a junção do nome de três canções que se encontram no álbum The Mountain. E todas elas estão presentes na animação, mas não com a duração completa, claro.

A história de The Mountain, The Moon Cave and The Sad God se passa na Índia, e de certa forma é uma grande homenagem ao clássico desenho Mogli: O Menino Lobo (1967), da Disney. Não apenas pelo visual e cenas, mas também porque a grande maioria dos desenhos do curta foram feitos à moda antiga, manualmente com pintura à guache; recursos digitais foram sim usados, mas em geral apenas para retoques e para deixar a animação mais fluida.

O curta é bastante simbólico, subjetivo... e aberto a interpretações. Porém a interpretação atualmente majoritária é que a história começa com os integrantes da banda já no além vida, e passam por uma jornada que culminará na reencarnação. Independentemente se esta é ou não a mensagem "correta",  The Mountain, The Moon Cave and The Sad Godmas certamente traz vários elementos relacionados ao Hinduísmo.

Aliás, morte e vida estão presentes o tempo todo nesta mística obra: ao longo do curta, ele homenageia alguns dos vários integrantes da banda (ou pessoas relacionadas) que já faleceram, sejam com imagens, ou com inserção de pequenos trechos de suas vozes; a própria música The Moon Cave, cantada quando os personagens entram dentro da caverna, possui versos cantados por dois rappers já falecidos.

Bem, após todo este textão, apresento a vocês o curta The Mountain, The Moon Cave and The Sad God. Deixem nos comentários se gostaram ou não do que viram.



Dupla Crítica terror espacial: Vida (2017) e Alien: Covenant (2017)

Dois filmes que estrearam no Brasil no primeiro semestre de 2017, mas que só agora irei dar meus pitacos. O Cinema está carente há...