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| Pedaço de um mapa do Sistema Solar de 1846, por Hall Colby, já incluindo Vulcano |
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| 40 Eridani A, B e C via telescópio amador |
Bem vindo ao Cinema Vírgula! Com foco principal em notícias e críticas de Cinema e Filmes, este blog também traz informações de Séries de TV, Quadrinhos, Livros, Jogos de Tabuleiro e Videogames. Em resumo, o melhor da Cultura Pop.
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| Pedaço de um mapa do Sistema Solar de 1846, por Hall Colby, já incluindo Vulcano |
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| 40 Eridani A, B e C via telescópio amador |
Quem Tem Medo de Virginia Woolf? foi a adaptação de uma peça teatral de mesmo nome, criada por Edward Albee em 1962. E trazer esta história para o cinema foi algo bastante chocante. O filme pegou estrelas de Hollywood e as mostrou em cenas de alcoolismo, infidelidade, violência psicológica. Aliás, o filme em geral "exagera" no abordagem psicológica e no tom sombrio até para os padrões atuais.
Todos os 4 atores do filme receberam indicação ao Oscar; mas só um venceu, que aliás foi quem melhor atuou: Elizabeth Taylor, que está excelente, e até não muito reconhecível. Este seu Oscar de Melhor Atriz foi o segundo de sua carreira.
Para um filme "atual" ser indicado em todas as categorias possíveis, ele precisaria ser indicado em 17; e isso se ele não fosse estrangeiro, nem animação... porque cada uma destas características acrescentariam mais categorias possíveis a ele. Ou seja, com suas 16, faltou apenas UMA indicação para que Pecadores tivesse alcançado mais este feito: ele não foi indicado para Melhor Atriz Coadjuvante.
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| Trechos respectivamente exclusivos dentro dos Finais "A", "B" e "C" |
Vira e mexe aparece citações na Internet comentando sobre os filmes de maior bilheteria de todos os tempos. Neste caso, descontando a inflação, atualmente o topo ainda é de Avatar (2009), com US$ 2,9 bilhões de arrecadação nos cinemas. Mas se considerarmos a inflação - que infelizmente não é uma conta 100% precisa - com dados até 2024 vemos que Avatar fica em segundo lugar com US$ 4 bilhões, e o topo fica com outro vencedor: ... E o Vento Levou (1939), com seus talvez inalcançáveis US$ 4,45 bilhões.
Mas... e qual seria o filme de MENOR bilheteria de todos os tempos? É bem difícil responder essa pergunta, se formos levar em conta todos os países do planeta, e também, todos os tipos de filme da mais baixa qualidade que existem por aí... De qualquer forma, o Cinema Vírgula traz aqui um fortíssimo candidato ao de filme de pior bilheteria de todos os tempos:
Zyzzyx Rd (2006)
Conheça Zyzzyx Rd, que no Brasil teve o título traduzido para Estrada da Morte. E por incrível que pareça, este nome bizarro tem algum sentido. Na trama, um contador se envolve com uma mulher que já tem namorado, e após acabar brigando fisicamente com ele, acredita tê-lo matado. Então, ele e a mulher saem pela estrada para encontrar algum lugar para despejar o corpo. A tal estrada, é a Interstate 15, que fica na Califórnia, e na vida real ela dá acesso á uma rua de terra de nome "Zzyzx road". Então o filme tem o nome dessa rua... ou melhor, teria.. pois os responsáveis pela produção conseguiram errar o nome dela, colocando um "z" a mais... A foto título do artigo (ver acima) é a placa real da saída para esta rua via Interstate 15.
Zyzzyx Rd, apesar de produção independente, não era também um filme tão caseiro. Ele custou US$ 1,2 milhões (!), e dois dos atores principais do seu elenco eram famosos: Katherine Heigl e Tom Sizemore. O que aconteceu foi que a distribuidora do filme queria primeiro lançar Zyzzyx Rd internacionalmente para só depois lançar nos EUA; e acabou descobrindo que devido a uma regra do Sindicato dos Atores estadunidense, só poderia fazer isso após lançar o filme em salas dos cinemas americanos.
Então, os produtores alugaram uma sala de cinema em Dallas, e exibiram nesta sala, por uma semana, uma única sessão diária, ao meio-dia. Ao longo de todos estes dias, foram vendidos apenas SEIS ingressos. E como cada ingresso custou 5 dólares, a renda foi de US$ 30. E na verdade foi um pouco pior... Destes 6 ingressos, 2 deles foram comprados pela maquiadora do filme e sua amiga, e inclusive elas tiveram o dinheiro reembolsado rs. Portanto, se você procurar na Internet, os sites poderão dizer que a renda total foi de US$ 30 ou de US$ 20.
Depois deste fracasso, a produtora mudou de idéia e nem lançou Zyzzyx Rd nos cinemas internacionais... esta bomba acabou saindo diretamente para DVD no mundo inteiro.
Obs.: The Worst Movie Ever! (2011)
Em 2011 tivemos essa "maravilha" produzida, dirigida, escrita e estrelada por Glenn Berggoetz, que no caso, foi exibido em apenas um cinema de Los Angeles. The Worst Movie Ever! teve apenas UM ingresso vendido em sua primeira semana de exibição (o ingresso custou US$ 11 dólares), batendo então o recorde negativo de Zyzzyx Rd apenas para o caso da semana de estréia.
Porém, o recorde acabou saindo na mídia e trouxe alguma repercussão ao filme, e devido a isso, algumas pessoas começaram a ir no cinema assistir essa tragédia, que ficou alguns meses em exibição e totalizou cerca de US$ 25 mil de bilheteria.
The Worst Movie Ever! teve um orçamento de apenas US$ 1.100 dólares, e foi feito propositalmente para ser ruim. A trama mistura coisas como robôs alienígenas, criaturas que roubam almas, e não há uma história contínua, apenas uma sucessão de cenas desconexas. Felizmente isso nunca chegou ao Brasil, e igualmente felizmente, esse lixo não desbancou o título do grande Zyzzyx Rd, que não trapaceou para conquistar seu lugar na História!
PS: Já viu as outras curiosidades do Cinema Vírgula? É só clicar aqui!
Vocês já ouviram falar de Stephen King, certo? Escritor estadunidense, hoje com quase 80 anos mas ainda em atividade, um dos mais prolíficos escritores de livros de terror e suspense do nosso tempo, com mais de 70 livros publicados. Acreditem se quiser, mas ele gosta de ouvir repetidamente músicas "dançantes" enquanto escreve suas obras, principalmente músicas "disco" e "techno". Quem poderia imaginar que todos aqueles textos tensos são escritos sob este tipo de trilha sonora? rs
E ele falou mais sobre isso em uma entrevista, dada em 2023 para a revista Rolling Stone. Em 2011, enquanto escrevia o livro Novembro de 63 (que seria publicado no final daquele mesmo ano, e que conta a história de um viajante do tempo que tenta impedir o assassinato de John F. Kennedy), Stephen King ouviu tantas vezes sem parar a música Mambo No. 5, lançada pelo cantor alemão Lou Bega em 1999 (sim, alemão, de pai ugandês e mãe italiana), que acabou brigando com sua esposa, que chegou ameaçá-lo de divórcio.
E agora vamos falar de Mambo No. 5... sabiam que ela não é exatamente uma música original de Lou Bega? É que na verdade, Mambo No. 5 é uma música de jazz instrumental composta pelo músico cubano Pérez Prado em 1949 e lançada por ele no ano seguinte. No caso, a versão de Lou Bega "copia" em quase 100% a instrumentação de Prado, e acrescenta a parte cantada, esta sim, toda criada pelo músico europeu.
No vídeo acima vocês podem ouvir a versão original de Perez Prado, e no vídeo mais abaixo, ouvir a (ótima e viciante) versão de Mambo No. 5 de Lou Bega para chegar a suas próprias conclusões. O espólio de Prado processou Bega por plágio, e após 7 anos de disputa em tribunais na Alemanha, os dois lados chegaram a um acordo. A versão Mambo No. 5 lançada por Lou Bega em seu álbum A Little Bit of Mambo passou a ser considerada uma nova música, distinta da original, porém, co-escrita por Perez Prado e Lou Bega.
Hoje o primeiro filme Live-action dos Flintstones praticamente não existe mais na lembrança das pessoas. Mas e se eu contar que apesar de "esquecido", em termos de História, a produção foi muito marcante? Vejam: Os Flintstones: O Filme (1994) teve um dos roteiros mais "caóticos" da história do Cinema, foi o pioneiro em uma certa inovação em animação, e ainda, marcou a vida de três atores. Continue lendo para saber todas estas histórias! ;)
Todo bom filme precisa de um bom roteiro... ou não
A história do filme live-action dos Flintstones começa em 1985, quando os produtores Keith Barish e Joel Silver compraram os direitos para fazer a produção, e contrataram Steven E. De Souza para escrever o roteiro, além de trazer o famoso Richard Donner para ser o diretor. O roteiro só foi finalizado em 1987, e não demorou muito para ser rejeitado. Ao longo dos anos, o roteiro foi reescrito por pessoas diversas.
Em 1992, os direitos para produzir o filme foram comprados por ninguém menos que Steven Spielberg, que após trabalhar com John Goodman no filme Além da Eternidade (1989), estava decidido em torná-lo seu Fred Flintstone. Para diretor foi escolhido Brian Levant, devido sua paixão pela franquia dos desenhos.
E claro que com os novos donos, mais alterações foram feitas no roteiro. Do texto inicial ao final, imagina-se que cerca de 35 pessoas tiveram alguma participação, de roteiristas profissionais a escritores de esquetes para TV. Os Flintstones: O Filme foi (justamente) reprovado pela crítica, mas foi um sucesso de público, arrecadando US$ 342 milhões com um orçamento de apenas US$ 46 milhões. Oficialmente, quando lançado, foram creditados apenas 3 nomes como roteiristas: Tom S. Parker, Jim Jennewein e Steven E. de Souza; porém, quando o filme venceu o Framboesa de Ouro de Pior Roteiro do Ano, 32 participantes foram resgatados e creditados nessa "homenagem".
Tigre-dente-de-sabre histórico!
Foram cenas bem curtas, mas as aparições do tigre-dente-de-sabre que ficava invadindo a casa das pessoas em Os Flintstones: O Filme (ver acima) foram as primeiras de um personagem "peludo" feita 100% por CGI (computador) em um longa-metragem. O resultado final até ficou bom, e para que a animação fosse feita, foram criados complexos algoritmos (para a época) que calculavam a movimentação de cada pêlo do animal.
3 Atores. 3 Histórias significativas.
Elizabeth Taylor atuou em seu papel derradeiro como Pearl Slaghoople, a mãe de Wilma Flintstone. Os produtores de Os Flintstones queriam muito que A Dama estivesse no filme. Para convencê-la, "Liz" recebeu vários "mimos": em seu primeiro dia de gravação ela foi recebida com 30 buquês de flores e outros presentes; e toda a renda da première mundial do filme foi doada à fundação de combate à AIDS da atriz, uma das causas pelas quais ela foi mais ativista.
A partir de 1994 Rick já estava atuando em menos filmes, pois devido ao falecimento de sua esposa, vítima de um câncer em 1991, ele tinha que conciliar o trabalho com cuidar de seus dois filhos. Porém após os retumbantes fracassos de Inimigos para Sempre (1996) e Querida, Encolhi a Gente (1997), que sequer conseguiu chegar aos cinemas, ficando apenas em videocassete, Rick Moranis abandonou a carreira de vez e passou a cuidar dos filhos de modo integral. De 1998 pra cá, Moranis apenas trabalhou esporadicamente fazendo vozes em alguns filmes de animação, e recusou qualquer convite para voltar a atuar, negando-se inclusive a voltar para o reboot do Caça-Fantasmas, o Ghostbusters: Mais Além (2021).
Porém, para a surpresa de todos, Moranis resolveu sair da sua aposentadoria e topou participar da continuação de S.O.S. - Tem um Louco Solto no Espaço! O filme original, que é uma das melhores paródias de Star Wars feita até hoje, promete trazer de volta a maioria dos atores principais, inclusive Mel Brooks, com seus 99 anos. Previsto para chegar aos cinemas só em 2027, ao final deste artigo você poderá assistir o teaser desta maravilhosa produção (em inglês).
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| John Goodman como Fred, e Liz Taylor como Pearl |
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| Franz Kafka e Dora Diamant |
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| De O Fabuloso Destino de Amélie Poulain: eu já vi essa idéia em algum lugar... |
Daqui a poucos dias, mais exatamente nesta sexta-feira dia 29 de agosto, comemoraremos a data de nascimento de Michael Jackson. Então aproveitando o momento, vamos a mais um artigo de curiosidades, desta vez apenas com histórias envolvendo ao mesmo tempo estes dois grandes gênios da música contemporânea: o próprio MJ e Freddie Mercury, imortal vocalista e líder da banda inglesa Queen.
Comecemos com o "causo" para explicar o título do artigo. Em entrevista publicada no começo deste ano na revista britânica Mojo, o guitarrista Brian May recordou de uma peculiar passagem, quando a banda procurava por um nome para seu próximo álbum (aquele viria a ser o álbum The Miracle, de 1989).
Um dia Freddie chegou e disse: "Tenho uma ideia incrível. Você sabia que Michael Jackson acabou de lançar um álbum chamado Bad? Vejam... então o que vocês acham de chamarmos nosso próximo álbum de Good?". Então, segundo May, o restante da banda se entreolhou e eles responderam: "bem, talvez devêssemos pensar sobre isso, Freddie...", sem quererem confrontá-lo diretamente.
A "sugestão" de Mercury, claro, não foi adiante. Porém curiosamente a decisão para o nome do disco não foi fácil e um mês antes de The Miracle ser lançado, o disco ainda estava com o nome de The Invisible Men (ambos os nomes são de músicas presentes no álbum).
De fã a Another One Bites the Dust
Tanto Michael Jackson quanto Freddie Mercury eram conhecidos como artistas vaidosos e de personalidade forte, mas apesar da "concorrência" que havia entre eles no mundo da música, ambos nutriam grande respeito e admiração um pelo outro e eram amigos. A amizade começou em 1980, quando Michael, que era fã do Queen, começou a ir nos shows da banda que estavam acontecendo em Los Angeles. Não demorou muito para que eles fossem apresentados um ao outro, e Michael começou a ser figura frequente nos bastidores das apresentações.
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| Michael, Freddie e John sabiam o que estavam fazendo |
Em uma destas visitas ao backstage do Queen, a banda apresentou a Michael Jackson uma música que eles acabavam de ter finalizado. Criada pelo baixista John Deacon, a música era mais "funk" e menos "rock" do que eles costumavam fazer, e além disto, o baterista Roger Taylor simplesmente não a aprovava. Assim que Michael a ouviu, ele começou a balançar a cabeça para frente e para trás, e animado, afirmou que a música deveria ser lançada como um single, que seria sucesso garantido.
A música em questão era Another One Bites the Dust. Nenhum dos quatro integrantes da banda sequer havia cogitado lançar a canção como single, e apesar da desconfiança dos outros dois do grupo, Freddie Mercury e John Deacon ouviram Michael e compraram a aposta.
Another One Bites the Dust foi lançado como single em Agosto de 1980 e virou sucesso mundial, se tornando o single mais bem sucedido do Queen em todos os tempos, além de ter sido fator fundamental para popularizar a banda nos EUA. A música ficou 15 semanas consecutivas no Top 10 da Billboard, e vendeu mais de 7 milhões de cópias pelo mundo.
Um dia e 3 músicas (ou quase)
Michael esperava que Freddie voltasse para finalizar State of Shock, mas como ele não o fez, chamou Mick Jagger, dos Rolling Stones, para fazê-lo. A música então saiu no álbum Victory, dos The Jacksons, de 1984. Não há nenhuma música "Victory" dentro deste disco, mas o nome escolhido não foi uma coincidência. Michael gostou do nome da música incompleta iniciada por ele e Freddie e resolveu usá-la como título do álbum.
Já There Must Be More to Life Than This virou uma música cantada apenas por Freddie Mercury, lançada em seu primeiro álbum solo, Mr. Bad Guy (1985). Porém, em 2014 a banda Queen lançou parte do material gravado naquele histórico dia através do remix There Must Be More To Life Than This (William Orbit Mix) no álbum de coletâneas Queen Forever (ouça acima).
Fim da amizade?
Se você procurar na internet sobre estes duetos de Freddie Mercury com Michael Jackson, verá histórias de que Freddie resolveu abandonar a parceria porque Michael trouxe uma lhama para o estúdio, por outro lado, também encontrará que Michael ficou chateado porque Mercury teria consumido drogas em sua casa. Porém, tudo isso é muito mais fantasia do que realidade. Conforme este breve documentário (em inglês), Freddie até teve momentos de irritação, mas no fundo, a breve pareceria entre estes dois gênios só não foi mais longa por falta de tempo em suas corridas vidas profissionais.
Oficialmente, a primeira tirinha de Garfield é esta que vemos abaixo, publicada em 19 de junho de 1978 simultaneamente em 41 jornais dos EUA.
Ou seja... Garfield estava presente desde o primeiro quadrinho de Jon. E a conclusão: a primeira tirinha de Garfield foi uma modificação da primeira tirinha de Jon, assim como a série de quadrinhos de Garfield como um todo, também foi uma simples modificação / evolução dos quadrinhos de Jon!
A mudança do nome de Jon para Garfield foi uma decisão editorial, justamente quando Jim Davis conseguiu um contrato para que sua obra fosse publicada a nível nacional; Jon era publicado quase totalmente em jornais da região onde ele morava, no estado de Indiana.
E agora que você já está ciente desta grande surpresa, vamos a mais algumas curiosidades sobre nosso querido gato adorador de lasanhas:
1 - Garfield aprendeu a andar em duas patas com o Snoopy (ou quase isso)
No começo Garfield andava como um gato comum, ou seja, com as quatro patas. E o Garfield que conhecemos hoje tem um estilo bem mais antropomórfico, com ele andando "em pé", sobre as patas traseiras. Esta "transformação" ocorreu graças a ajuda de Charles Schulz, o criador de Snoopy.
Segundo Jim Davis, ele estava em Los Angeles para fazer o primeiro especial de TV de Garfield, e tinha o desejo que Garfield se levantasse e dançasse durante os créditos iniciais, o que simplesmente não estava funcionando. Porém Charles Schulz estava trabalhando em uma sala ao lado, e ao saber do ocorrido, resolveu ajudar seu amigo de profissão: "Isso é porque você deu a ele esses pezinhos de gato". Schulz explicou que foi justamente para que Snoopy pudesse ficar de pé, ele lhe deu pés grandes, iguais aos dos humanos. Foi então que Garfield ganhou as patas traseiras grandes que conhecemos hoje, e tudo mudou.
2 - A tirinha de Garfield quase não sobreviveu ao seu primeiro ano de publicação
Lembram que eu disse que Garfield estreou simultaneamente em 41 jornais estadunidenses? Pois é, acontece que em vários deles, a estréia ocorreu nos moldes de "período de testes", onde as tiras são publicadas gratuitamente por alguns meses. Após o fim deste tempo, vários jornais não quiseram continuar com o trabalho de Jim Davis, incluindo-se aí o maior destes, o Chicago Sun-Times. Felizmente os leitores se revoltaram e começaram a reclamar para estes jornais, que acabaram cedendo. Especialmente no caso do Chicago Sun-Times, quando Garfield re-estreou por lá, foi através desta tirinha exclusiva para o jornal (ver acima), referenciando o apoio dos fãs.
3 - Motivos para Garfield amar lasanha
Eu não sei o que se passa na cabeça dos estadunidenses para ficar dando lasanha para seus gatos... mas para quem estiver lendo isso aqui, não... isso não é nada recomendável.
4 - O cachorro Odie não era originalmente de Jon, e sim de Lyman (quem?)
Bem no começo da tira, Davis decidiu que queria um outro personagem para que Jon pudesse conversar, além de Garfield. Eis então que surge Lyman, amigo de Jon que passa a morar com ele após sofrer alguns contratempos. E junto com Lyman veio seu cachorro de estimação, Odie. Porém com o passar do tempo Jim percebeu que não precisava de outro humano, e então Lyman foi aos poucos aparecendo cada vez menos nas histórias. Sua primeira aparição nas tiras de 1983, em Abril, foi também sua última nas tirinhas de Garfield. Neste mesmo ano, Odie também já seria "incorporado" como mascote de Jon.
O curioso é que o "sumiço" de Lyman nunca foi comentado ou explicado nas tiras de Garfield... Jim Davis simplesmente parou de desenhá-lo e pronto. O que acabou virando uma certa piada interna entre os fãs do famoso gato: "o que poderia ter acontecido?".
Bem, para o Halloween de 2002 foi lançado no website oficial de Garfield um jogo Flash de nome Garfield's Scary Scavenger Hunt, um jogo de aventura point-and-click temático para aquela celebração, onde a casa de Garfield ficou assombrada e os jogadores controlavam o gato para encontrar nela 7 itens escondidos (doces para comer, é claro!!). De maneira bem-humorada, o jogo trazia uma mórbida surpresa: ao entrar no porão... bem, lá estava Lyman, acorrentado e mantido como refém durante este tempo todo...
Um ponto turístico muito famoso de Hollywood, em Los Angeles, Califórnia, é a sua Calçada da Fama. Porém, entre o público comum há certa confusão sobre este local: por exemplo não é nela onde as celebridades deixam as marcas de seus pés e mãos. Surpreso? Vamos às explicações.
A Calçada da Fama de Hollywood
A Calçada da Fama de Hollywood (Hollywood Walk of Fame) hoje é composta por mais de 2800 placas de celebridades (reais ou fictícias) classificadas em 6 categorias. Usando a imagem da estrela acima, começando ao "meio-dia" e girando em sentido horário temos: "Televisão", "Rádio", "Música", "Teatro" e "Cinema". A sexta categoria, criada apenas em 2023, é a de "Esportes", e seu símbolo é representado por um troféu em forma de taça.
Sua história começa em 15 de Agosto de 1958, onde 8 placas provisórias foram instaladas, e hoje a Calçada cobre um espaço de quase 3 Km de extensão. Ela percorre 15 quarteirões da rua Hollywood Boulevard e mais 3 quarteirões da Vine Street, ambas localizadas no distrito de Hollywood, em Los Angeles.
Teoricamente qualquer pessoa pertencente a uma destas 6 categorias pode ganhar uma estrela na Calçada da Fama. Para isto entretanto, sua indicação precisa ser aprovada por um comitê, e também pagar uma taxa que hoje é de US$ 85 mil, que supostamente não apenas cobre os custos da criação e instalação da placa com seu nome, mas também de sua manutenção. Geralmente quem faz as indicações e pagam as taxas não são as personalidades indicadas, e sim, seus fãs e/ou amigos, ou então associações de Los Angeles. Foi por exemplo o caso da mais recente estrela colocada lá, onde em 30 de Maio de 2025, o comediante inglês Ricky Gervais recebeu sua placa da Câmera de Comércio de Hollywood.
O "Pátio das Estrelas" do Chinese Theatre
Abaixo mostro as fotos de algumas placas de quando estive por lá, ano passado. Atualmente, há cerca de 200 blocos no Pátio do Chinese Theatre. Alguns poucos deles, mais recentes, foram feitos em ações promocionais de estúdios, e são blocos "coletivos". É o caso da placa dos Vingadores, a primeira das imagens que trago abaixo:
Um das histórias a respeito destas placas que adoro é a do produtor, comediante e ator Mel Brooks. Maluco como só ele, Brooks não resistiu a tentação de aplicar uma pequena peça quando deixou sua marca na placa de concreto. Como se pode ver em duas das fotos abaixo (a primeira é de Marilyn Monroe), ele usou uma prótese para um 6º dedo em sua mão esquerda. Fiz questão de tirar uma foto da peripécia deste gênio da comédia.
A Calçada da Fama do Grammy Museum
Sim! Vamos agora para a "terceira" das Calçadas da Fama que se encontram em Los Angeles. Ela não fica exatamente em Hollywood, e sim em Downtown Los Angeles, que é consideravelmente perto. Trata-se da calçada do Grammy Museum de Los Angeles, cujo prédio é localizado na esquina entre as ruas Olympic Boulevard e Figueroa Street.
E é na calçada da Olympic Boulevard que temos o que seria a "Calçada da Fama do Grammy". Ao invés de homenagear uma pessoa em específico, cada placa comemorativa homenageia um ano, ou melhor, um grupo de vencedores do Grammy Awards daquele ano: Melhor Artista Revelação, Melhor Canção, Melhor Gravação e Melhor Álbum. Os blocos começam no ano 1958, e dá pra você ver na foto acima eles passando pela entrada principal da calçada do Museu.
Ah. E se assim como eu, você ficou em dúvida quanto a diferença entre os prêmios de Melhor Canção (Song of the Year) e Melhor Gravação (Record of the Year), este último se refere literalmente ao som gravado, já o primeiro se refere a letra da música.
Graças à explosão de publicações de mangás iniciada no Brasil nos anos 90, hoje em dia quase todas as grandes obras de quadrinhos japon...