"Muito bom tecnicamente e inteligente, filme não empolga pela frieza e por exigir demais do expectador"
Baseado no livro de mesmo nome do escritor John le Carré, vemos aqui mais um filme de seu principal personagem, o agente secreto britânico George Smiley interpretado desta vez pelo ator Gary Oldman.
É uma história típica da espionagem na época da guerra fria, e presumo eu, bastante fiel aos acontecimentos da época.
Assim como todo espião deveria ser, o filme é frio e discreto... até demais. Os personagens principais, em geral, não possuem qualquer expressão. E não há nada do auto-didatismo comum dos filmes Hollywoodianos; pelo contrário, as explicações são mínimas. Há uma enxurrada de nomes e personagens participantes, mas em raros momentos eles são apresentados, ou entendemos suas motivações. O que torna o filme invariavelmente confuso.
Há, entretanto, inteligência nesta abordagem. As pistas para o entendimento da história não estão apenas nas palavras, mas estão também nas imagens: pequenos detalhes focalizados pela câmera que explicam o que está acontecendo, ou no que Simley está pensando. A grande quantidade de reviravoltas que vemos também são demonstrações de um roteiro inteligente e bem feito.
Acredito ter entendido grande parte do filme, mas me incomodou ter que ficar o tempo todo tão atento a tudo que era falado e mostrado, sem me dar espaço para simplesmente "curtir" o que era projetado.
Em termos de fotografia, e até de edição, o filme é muito bom. Mas não foram estes os pontos indicados pela Academia: "O Espião Que Sabia Demais" teve 3 indicações para o Oscar: Melhor Ator (Gary Oldman), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. Vi poucos filmes do Oscar 2012, mas não votaria neste filme para nenhuma destas 3 categorias.
Aliás, sobre a atuação de Gary Oldman: é realmente uma boa atuação, ainda mais se levarmos em conta que ele realiza um papel bem diferente do que costuma fazer. O problema é que seu personagem praticamente não possui qualquer tipo de emoção. É quase um Cigano Igor. Assim, lamento, não dá pra ganhar Oscar... não deveria nem ser indicado.
Nota do filme, assim como para o Tintim, leva um 6,5, puxado mais pelas qualidades técnicas do que pelo filme em si.
Baseado no livro de mesmo nome do escritor John le Carré, vemos aqui mais um filme de seu principal personagem, o agente secreto britânico George Smiley interpretado desta vez pelo ator Gary Oldman.
É uma história típica da espionagem na época da guerra fria, e presumo eu, bastante fiel aos acontecimentos da época.
Assim como todo espião deveria ser, o filme é frio e discreto... até demais. Os personagens principais, em geral, não possuem qualquer expressão. E não há nada do auto-didatismo comum dos filmes Hollywoodianos; pelo contrário, as explicações são mínimas. Há uma enxurrada de nomes e personagens participantes, mas em raros momentos eles são apresentados, ou entendemos suas motivações. O que torna o filme invariavelmente confuso.
Há, entretanto, inteligência nesta abordagem. As pistas para o entendimento da história não estão apenas nas palavras, mas estão também nas imagens: pequenos detalhes focalizados pela câmera que explicam o que está acontecendo, ou no que Simley está pensando. A grande quantidade de reviravoltas que vemos também são demonstrações de um roteiro inteligente e bem feito.
Acredito ter entendido grande parte do filme, mas me incomodou ter que ficar o tempo todo tão atento a tudo que era falado e mostrado, sem me dar espaço para simplesmente "curtir" o que era projetado.
Em termos de fotografia, e até de edição, o filme é muito bom. Mas não foram estes os pontos indicados pela Academia: "O Espião Que Sabia Demais" teve 3 indicações para o Oscar: Melhor Ator (Gary Oldman), Melhor Roteiro Adaptado e Melhor Trilha Sonora. Vi poucos filmes do Oscar 2012, mas não votaria neste filme para nenhuma destas 3 categorias.
Aliás, sobre a atuação de Gary Oldman: é realmente uma boa atuação, ainda mais se levarmos em conta que ele realiza um papel bem diferente do que costuma fazer. O problema é que seu personagem praticamente não possui qualquer tipo de emoção. É quase um Cigano Igor. Assim, lamento, não dá pra ganhar Oscar... não deveria nem ser indicado.
Nota do filme, assim como para o Tintim, leva um 6,5, puxado mais pelas qualidades técnicas do que pelo filme em si.

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