quarta-feira, 14 de janeiro de 2026

Curiosidades Cinema Vírgula #051 - Relembrando o filme hollywoodiano do jogo de tabuleiro Detetive, lançado com TRÊS finais diferentes nos cinemas!


Talvez os mais novos já não o conheçam... mas quem não é tão novo certamente conhece o famoso jogo de tabuleiro Detetive, publicado no Brasil pela Estrela, que por sua vez é uma cópia de um jogo criado em 1943 pelo britânico Anthony E. Pratt. Lá o nome deste jogo é Cluedo, e nos EUA o jogo se chama Clue (hoje o Clue original também é vendido no Brasil, pela Hasbro).

Pode parecer estranho, mas Hollywood tinha o interesse em fazer um filme sobre este jogo desde a década de 70. O projeto começou a tomar forma no começo dos anos 80, quando o diretor John Landis (de The Blues Brothers, Um Tira da Pesada 3, e do clipe Thriller de Michael Jackson), que ficou muito entusiasmado com o filme, foi contratado para dirigi-lo. Tanto ele quanto os produtores queriam que Clue tivesse um tom de comédia.

Roteiros foram escritos mas... sempre havia um problema: ninguém sabia como terminá-los. Montar uma trama de assassinato revelando de maneira crível e interessante o assassino apenas no final não era a especialidade dos roteiristas de filmes. Landis teve então a ideia de chamar o inglês Jonathan Lynn para o roteiro: ele era o escritor da série de comédia Yes Minister, da BBC2, que embora fosse sobre política, cada episódio envolvia múltiplas tramas e personagens. Lynn topou e depois de um roteiro pronto, a pedido de John Landis foram feitos QUATRO finais distintos para a trama, com cada um revelando um assassino diferente.

Calma que os perrengues ainda não terminaram. Como o roteiro demorou muito para ser finalizado, o diretor John Landis, que já estava com contrato assinado para dirigir o filme Os Espiões que Entraram numa Fria (1985), simplesmente "abandonou" a produção, deixando Jonathan Lynn como o diretor, e virando um ausente produtor executivo.

Eileen Brennan, Michael McKean, Martin Mull, Christopher Lloyd, Madeline Kahn, Lesley Ann Warren e Tim Curry. A idéia de usar elenco estrelado para filmes de assassinato não começou com a franquia "Entre Facas e Segredos" (Knives Out)

O filme Clue estreou nos cinemas estadunidenses em Dezembro de 1985 (no Brasil o filme teve o nome traduzido para Os Sete Suspeitos), e do jogo de tabuleiro, faz questão de trazer seus personagens (Coronel Mustard, Senhora White, Professor Plum, etc), as "armas" clássicas (o castiçal, a adaga, etc), e os locais (Cozinha, Escritório, Salão de baile, etc).

Porém o mais impressionante é que o filme foi de fato lançado com TRÊS finais diferentes nos cinemas. E como isso funcionava? Nos cinemas (e em algumas cidades, também nos anúncios impressos nos jornais) havia a indicação de qual era o final que estaria sendo exibido naquela sessão (“Final A”, “Final B” ou “Final C”).

A expectativa do estúdio é que esta novidade atraísse ainda mais o público, e que pessoas até assistissem o filme mais de uma vez, para ver os outros desfechos... Porém o resultado foi o contrário. Clue teve recepção fria dos críticos e fracassou nas bilheterias, arrecadando US$ 14 milhões, o mesmo que custou para produzi-lo. Uma das "explicações" para o fracasso, segundo os produtores do longa-metragem, é que na prática as pessoas olhavam as 3 opções de finais, não sabiam qual escolher, e então optavam por não ver nenhuma delas.

Curiosamente, anos depois, quando o filme chegou até a casa das pessoas via videocassete, e com os 3 finais já inclusos na mesma fita, Clue passou a agradar o publico, e acabou recebendo status de filme cult

Ah, e lembram que eu disse que foram feitos QUATRO finais para o filme? Eu não errei na conta não... Mas então por que só houve o lançamento de três deles? Aí as respostas divergem. Segundo Jonathan Lynn, o estúdio achou que o final era bem pior que os outros, então resolveram não lançá-lo; já o ator Tim Curry, que interpretou o mordomo Wadsworth, e que no caso era o assassino nesta quarta versão, diz que a decisão de não lançar este final era porque o mordomo ser o culpado era "óbvio demais", então não quiseram arriscar a serem criticados por isso.

E para encerrar essa curiosa história, assim como sempre houve pessoas interessadas em lançar Clue para os cinemas, o mesmo acontece para a TV. Há alguns anos o projeto existe e está em desenvolvimento. A notícia mais recente é que agora ele está nas mãos do streaming Peacock, com data mais provável de lançamento para 2027.

Trechos respectivamente exclusivos dentro dos Finais "A", "B" e "C"




PS: Já viu as outras curiosidades do Cinema Vírgula? É só clicar aqui!

sábado, 3 de janeiro de 2026

Retrospectiva Cinema Vírgula 2025: confira os Melhores e Piores filmes e séries do ano que passou!

FELIZ 2026 a todos os leitores do Cinema Vírgula! Em 2025 eu quase bati o recorde de publicações em um único ano deste blog... foram 74; contra 76 do ainda recordista 2015.

E novamente, como já acontece há vários anos, trago no primeiro final de semana do nosso novo ciclo solar uma retrospectiva do melhor e pior de filmes e seriados do ano que se passou. Lembrando que o critério para ser citado aqui é eu ter assistido, e de ter sido lançado no Brasil em 2025. Bora!


Os filmes de 2025

Assim como no ano passado, em geral os melhores filmes apareceram no começo do ano, afinal, eram os "filmes do Oscar". Depois disso, nada de muito interessante. E novamente os estúdios internacionais focaram pesado em continuações ao invés de criarem coisas novas... O resultado? Sono. Outra tendência que vem se consolidando é que as pessoas vão mais para o cinema ver filmes infantis, e ligam cada vez menos para os filmes mais "adultos". Tanto que o Top 3 de bilheteria mundial ficou com a animação chinesa Ne Zha 2 - O Renascer da Alma em primeiro lugar, Zootopia 2 em segundo, e com o live-action de Lilo & Stitch em terceiro.

Melhores: com muito orgulho, para mim os 3 melhores que assisti neste ano são... brasileiros!! Trata-se de Ainda Estou Aqui, responsável nada menos pelo primeiro Oscar do Brasil na história, O Agente Secreto e O Filho de Mil Homens, este último exclusivo da Netflix. Escrevi a crítica de todos eles aqui no Cinema Vírgula, basta clicar no nome para ler. ;)

Em termos internacionais, o melhor pra mim foi um anime, o espetacular Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito. E também faço questão de citar aqui entre os melhores o filme do Superman. Poderia ter sido melhor? Sem dúvida. Mas foi o melhor filme de super-heróis do ano e, dada a enorme responsabilidade que ele tinha - reconstruir e reiniciar o Universo DC nos cinemas - o fez de modo satisfatório.

Walter Salles (ao centro) e Fernanda Torres nas gravações de Ainda Estou Aqui

Piores: aqui vamos começar com meu Top 2: em segundo lugar vem The Old Guard 2, da Netflix. O primeiro filme até tinha sido bom e promissor... mas sua continuação errou tudo. Agora o pior filme que assisti no ano, disparadamente, foi Um Filme Minecraft, que infelizmente para mim aliás, foi grande sucesso de bilheteria. O filme é tão horroroso que não tive vontade sequer de escrever sua crítica aqui para o blog.

Como menções honrosas, quero citar também A Fonte da Juventude, da AppleTV+, e The Electric State, da Netflix. Como todos bem sabemos, as empresas de streaming prezam pela quantidade ao invés da qualidade, e por isso que são deles que vemos muitos filmes ruins envolvendo artistas famosos. Porém com The Electric State a dona Netflix se superou, já que gastou US$ 320 milhões para fazer essa bomba, um dos filmes mais caros da história.

DecepçõesMissão: Impossível - O Acerto Final não é ruim. Mas sendo este oitavo Missão Impossível o final da franquia, é um pouco decepcionante que ele seja o filme menos bom desde o terceiro. Outra decepção que tive foi com O Esquema Fenício, filme do diretor Wes Anderson, que gosto bastante. Também não é um filme ruim, mas certamente é o mais fraco de toda a carreira de Wes, cujos filmes estão piorando, mas parecia ter se recuperado com sua série de curtas lançada na Netflix.

O horror! Simplesmente, o horror!

A surpresa: depois de um ano tão tenso e problemático como 2025, quis me dar o direito de descansar o cérebro com um filme em que não tenha que me preocupar com discussões da vida real, apenas me divertir. No caso, falo de F1: O Filme. E ele entra na minha lista de surpresas porque os estadunidenses costumam não entender de Fórmula 1, então não estava esperando por um filme bom. F1: O Filme é basicamente uma história de conto de fadas para amantes desse esporte. Conexão com a realidade? Muito pouco. Mas é épico, vaza testosterona, e conta com uma fotografia primorosa, além de uma trilha sonora boa e empolgante.


As séries de 2025

Entendo que 2025 não foi um ano tão bom para as séries de TV, primeiro porque o que mais gostei de assistir foi Frieren (Crunchyroll e Netflix), que não tem episódios novos desde meados de 2024. E temporadas bem esperadas, como as finais de The Boys (Prime Video) e Dungeon Meshi (Netflix), e a segunda temporada de Fallout (Prime Vídeo), ficaram só para 2026. E praticamente todos os seriados que gostei muito em anos anteriores, entregaram temporadas inferiores em 2025. Enfim, vamos aos meus comentários...

Melhores: com o grande número de decepções, deu para trazer de volta Black Mirror (Netflix) como uma das melhores séries do ano. Sua 7ª temporada não trouxe temas muito recentes e originais, mas ainda sim, achei que 5 dos seus 6 episódios trouxeram histórias muito boas; e o outro que entra aqui é a 2ª e última temporada de Sandman (Netflix), que conforme disse anteriormente nesta lista, perdeu bastante qualidade em sua metade final, mas ainda assim, como um todo, encerra a série muito acima da média.

Sandman (2ª temporada)

Piores: agora a escolha ficou fácil: os piores são facilmente identificáveis e vieram em dose dupla. Trata-se das 2ª temporadas de Wandinha (Netflix) e de The Last of Us (HBO Max). Não bastando uma trama bem parecida (e piorada), e reciclando os mesmos vilões da temporada anterior, o roteiro de Wandinha faz algo ainda pior: tira muito tempo de tela da então protagonista, interpretada pela ótima Jenna Ortega, e dá bastante espaço para vários outros personagens, infinitamente menos interessantes. Já os "jênios" roteiristas de The Last of Us pegam a maior e mais chocante reviravolta que, nos videogames, acontece no meio de The Last of Us Part II, e já a revela no final do primeiro episódio, o que estraga muito o impacto da trama, tanto desta 2ª temporada, quanto da futura 3ª. Mas os problemas não param por aí: a personagem Ellie é absurdamente inconsistente, alternando entre uma "bocó fofa" e a pessoa violenta e vingativa que deveria ser, seguindo o material original. Ah, deixando claro, isso NÃO é culpa da atriz, é culpa do roteiro. Certamente não continuarei a assistir nenhuma destas duas séries.

Wandinha (2ª temporada)

Decepções: a lista tem vários nomes, e já aviso que gostei da temporada 2025 de todos eles. O problema é que em todos os casos eu esperava mais, e o que estes seriados entregaram, foi certamente a pior temporada de seus respectivos programas. São eles: Pacificador (HBO Max), The White Lotus (HBO Max), Only Murders in the Building (Disney+) e 1670 (Netflix). Uma pena, pois tenho apreço a todas estas séries. Provavelmente não irei mais assistir The White Lotus, entendo que a fórmula está 100% esgotada. Para os outros 3, vou dar novas chances. E, não acredito no que vou falar mas lá vai: Only Murders in the Building precisa renovar bastante os personagens, e principalmente, se livrar da personagem de Meryl Streep, a pior coisa da última temporada.

A surpresa: e não é que a estréia de James Gunn como novo chefão do universo DC foi boa apesar de ser com um título totalmente desconhecido (e portanto arriscado)? A primeira temporada da animação Creature Commandos (HBO Max) me surpreendeu positivamente, e apesar de ser uma espécie de continuação direta de um inconsistente Esquadrão Suicida, o resultado final foi muito bom.


Top 5: os mais lidos do Cinema Vírgula em 2025

A lista do Top 5 de artigos mais lidos do ano no Cinema Vírgula costuma me surpreender e desta vez não foi diferente. No Top 3 temos a crítica de 2 filmes do Oscar, porém, no segundo lugar aparece um "intruso", o surpreendente Nosferatu, que jamais esperava ter tanto interesse das pessoas.

Em quarto lugar temos o novo Superman, mostrando a força da DC Comics no Brasil, e em quinto tivemos um artigo que não foi crítica cinematográfica. Eu sempre fico feliz quando uma de minhas "curiosidades" é bem lida; porém das 16 que publiquei no ano passado, jamais apostaria minhas fichas nela. Vejam a lista:

Lista dos filmes que assisti em 2025

E finalmente, encerro minha retrospectiva com a lista de todos os filmes que assisti neste 2025, somando filmes novos ou antigos, sendo a primeira vez que os vi ou não. No total foram 93.

Lembrando que os filmes em laranja negrito e com um (*) são aqueles a que dou uma nota de no mínimo 8,0 e portanto, recomendo fortemente.

O Agente Secreto (idem, Alemanha / Brasil / França / Países Baixos, 2025)   (*)
Ainda Estou Aqui (idem, Brasil / França, 2024)   (*)
Algo de Errado Não Está Certo (idem, Brasil, 2020)
Alta Ansiedade ("High Anxiety", EUA, 1977)
O Amor Está no Ar ("Love Is in the Air", Austrália, 2023)
Anora (idem, EUA, 2024)
O Aprendiz ("The Apprentice", Canadá / Dinamarca / EUA / Irlanda, 2024)
Aqui ("Here", EUA, 2024)
O Auto da Compadecida 2 (idem, Brasil, 2024)
A Avaliação ("The Assessment", Alemanha / EUA / Reino Unido, 2024)
Balada de Um Jogador ("Ballad of a Small Player", Alemanha / Reino Unido, 2025)
Bananas (idem, EUA, 1971)
Uma Batalha Após a Outra ("One Battle After Another", EUA, 2025)
Borderlands (idem, EUA / Hungria, 2024)
Bugonia (idem, Canadá / Coreia do Sul / EUA / Irlanda / Reino Unido, 2025)
O Brutalista ("The Brutalist", Canadá / EUA / Reino Unido, 2024)
Chainsaw Man - O Filme: Arco da Reze ("Gekijô-ban Chensô Man Reze-hen", Japão, 2025)
Clonaram Tyrone! ("They Cloned Tyrone", EUA, 2023)
A Comédia dos Pecados ("The Little Hours", Canadá / EUA / Itália, 2017)
Cora Coralina - Todas as Vidas (idem, Brasil, 2017)
Corra que a Polícia Vem Aí! ("The Naked Gun", Canadá / EUA, 2025)
Cúpula do Caos ("Rumours", Alemanha / Canadá / EUA / Hungria Reino Unido, 2024)
A Cura ("A Cure for Wellness", Alemanha / EUA / Luxemburgo, 2016)
Demon Slayer: Kimetsu no Yaiba - Castelo Infinito ("Gekijô-ban Kimetsu no Yaiba Mugen Jô-hen", EUA / Japão, 2025)   (*)
Deu a Louca na História: O Filme ("Horrible Histories: The Movie - Rotten Romans", Reino Unido / Suíça, 2019)
Deus e o Diabo na Terra do Sol (idem, Brasil, 1964)
O Doador de Memórias ("The Giver", África do Sul / Canadá / EUA, 2014)
Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes ("Dungeons & Dragons: Honor Among Thieves", Austrália / Canadá / EUA / Irlanda / Islândia / Reino Unido, 2023)   (*)
Éden ("Eden", EUA, 2024)
The Electric State (idem, EUA, 2025)
Eles Não Usam Black-Tie (idem, Brasil, 1981)
Elio (idem, EUA, 2025)
Emilia Pérez (idem, Bélgica / França, 2024)
A Empregada ("The Housemaid", EUA, 2025)
O Esquema Fenício ("The Phoenician Scheme", Alemanha / EUA, 2025)
Extermínio 2 ("28 Weeks Later", Espanha / Reino Unido, 2007)
F1: O Filme ("F1", EUA, 2025)
Festival Eurovision da Canção: A Saga de Sigrit e Lars ("Eurovision Song Contest: The Story of Fire Saga", Canadá / EUA / Islândia, 2020)
O Filho de Mil Homens (idem, Brasil, 2025)   (*)
Um Filme Minecraft ("A Minecraft Movie" / Canadá / EUA / Nova Zelândia / Suécia, 2025)
Flow (idem, Bélgica / França/ Letônia, 2024)   (*)
Flor do Mal ("The Strange Woman", EUA, 1946)
A Fonte da Juventude ("Fountain of Youth", EUA / Reino Unido, 2025)
Frankenstein (idem, EUA / México, 2025)
Garotas em Fuga ("Drive-Away Dolls", EUA / Reino Unido, 2024)
Grande Hotel ("Four Rooms", EUA, 1995)
O Grinch ("The Grinch", EUA, 2018)
Honey, Não! ("Honey Don't!", EUA / Reino Unido, 2025)
Indiana Jones e a Relíquia do Destino ("Indiana Jones and the Dial of Destiny", EUA, 2023)
Ingrid Vai Para o Oeste ("Ingrid Goes West", EUA, 2017)
Jay Kelly (idem, EUA / Itália / Reino Unido, 2025)
Jogador Nº 1 ("Ready Player One", Austrália / Canadá / EUA / Índia / Japão / Reino Unido / Singapura, 2018)
Lilo & Stitch (idem, Austrália / Canadá / EUA, 2025)
O Mágico de Oz ("The Wizard of Oz", EUA, 1939)
Um Maluco no Golfe 2 ("Happy Gilmore 2", EUA, 2025)
MaXXXine (idem, EUA / Nova Zelândia / Reino Unido, 2024)
O Menino e a Garça ("Kimitachi wa Dô Ikiru ka", Japão, 2023)
Meu Jantar com André ("My Dinner with Andre", EUA, 1981)
Mickey 17 (idem, Coréia do Sul / EUA, 2025)
Missão: Impossível - O Acerto Final ("Mission: Impossible - The Final Reckoning", EUA / Reino Unido, 2025)
A Morte lhe Cai Bem ("Death Becomes Her", EUA, 1992)
Os Mortos Não Morrem ("The Dead Don't Die", EUA / Japão / Suécia, 2019)
Mulan (idem, China / EUA, 2020)
A Mulher na Cabine 10 ("The Woman in Cabin 10", EUA / Reino Unido, 2025)
Mussum: O Filmis (idem, Brasil, 2023)
Ne Zha ("Nezha: Mo tong jiang shi", China, 2019)
A Noite Sempre Chega ("Night Always Comes", EUA / Reino Unido, 2025)
Nosferatu (idem, EUA / Hungria / Reino Unido, 2024)
O Pagador de Promessas (idem, Brasil, 1962)   (*)
Pecadores ("Sinners", Austrália / Canadá / EUA, 2025)
Pisque Duas Vezes ("Blink Twice", EUA / México, 2024)
Quarteto Fantástico: Primeiros Passos ("The Fantastic Four: First Steps", EUA, 2025)
O Quarto ao Lado ("The Room Next Door", Espanha / EUA / França, 2024)
A Queda ("Fall", EUA / Reino Unido, 2022)
Ricky Stanicky (idem, Austrália / EUA / Reino Unido, 2024)
Robô Selvagem ("The Wild Robot", EUA, 2024)   (*)
Saturday Night: A Noite que Mudou a Comédia ("Saturday Night", EUA, 2024)
O Senhor dos Anéis: A Guerra dos Rohirrim ("The Lord of the Rings: The War of the Rohirrim", EUA / Japão/ Nova Zelândia, 2024)
Sonhos de Trem ("Train Dreams", EUA, 2025)
S.O.S. - Tem um Louco Solto no Espaço ("Spaceballs", EUA, 1987)
Superman (idem, EUA, 2025)
The New Yorker: 100 Anos de História ("The New Yorker at 100", EUA, 2025)
The Old Guard 2 (idem, EUA, 2025)
Thunderbolts* (idem, EUA, 2025)
Transformers: O Início ("Transformers One", EUA, 2024)
Os Três Mosqueteiros: Milady ("Les Trois Mousquetaires: Milady", Alemanha/ Bélgica / Espanha / França, 2023)
TV Pirada ("UHF", EUA, 1989)
A Última Loucura de Mel Brooks ("Silent Movie", EUA, 1976)
A Vida por Philomena Cunk ("Cunk on Life", Reino Unido, 2024)
Viúva Negra ("Black Widow", EUA, 2021)
Vivo ou Morto: Um Mistério Knives Out ("Wake Up Dead Man: A Knives Out Mystery", EUA, 2025)
Wallace & Gromit: Avengança ("Wallace & Gromit: Vengeance Most Fowl", Reino Unido, 2024)
The Witcher: Sereias das Profundezas ("The Witcher: Sirens of the Deep", Coréia do Sul / EUA / Polônia, 2025)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

Crítica - A Empregada (2025)

TítuloA Empregada ("The Housemaid", EUA, 2025)
Diretor: Paul Feig
Atores principaisSydney Sweeney, Amanda Seyfried, Brandon Sklenar, Michele Morrone, Indiana Elle
Nota: 6,0
 
Diretor insere comédia em drama, mas filme se salva no final

Ano novo, filmes novos! Estreando hoje, 1º de Janeiro, nos cinemas brasileiros temos A Empregada, filme de suspense com orçamento respeitável e que até agora tem se saído melhor nas bilheterias norte-americanas do que o previsto.

A história de A Empregada é baseada em um livro de mesmo nome de 2022, escrito pela escritora estadunidense Freida McFadden. Mas apesar de ser baseado em uma obra literária o roteiro é no máximo mediano, contando com várias situações improváveis, clichês, e muitos diálogos dignos de novelas mexicanas. Os atores também são bem ruins, canastrões. Já as atrizes estão bem: Sydney Sweeney atua de forma competente e sem comprometer (e além disso a produção explora um bocado de sua beleza), e a atuação de Amanda Seyfried é provavelmente a melhor coisa do filme.

A Empregada é definitivamente vendido como um filme de suspense psicológico, beirando o terror, até pelo livro original. Porém, talvez porque o diretor é Paul Feig, que está bem mais acostumado a fazer filmes de comédia, o que temos aqui, alternando com os momentos de tensão, são dezenas de cenas surreais, vergonhosas, que levam o publico a rir de tanto constrangimento e absurdo. O mesmo pode ser dito da trilha sonora, que acompanha o clima "pastelão" de A Empregada, e reforça, de modo surpreendente e equivocado que o filme não se leva a sério.

Felizmente nem tudo de A Empregada é ruim. A fotografia é muito bem feita e nos momentos em que o filme não está envergonhando o espectador, as cenas de suspense são realmente tensas, sufocantes, o que eleva a qualidade da produção e, afinal de contas, cumpre o que prometeu entregar.

E principalmente, com as reviravoltas de sua parte final, o filme melhora bem em todos os aspectos, e mesmo com algumas explicações continuarem a não fazer sentido, o desfecho é bem satisfatório para o publico, salvando de vez A Empregada.

Com baixos gigantescos e altos, A Empregada ainda assim deverá agradar o público em geral, tanto masculino como feminino, e talvez até mais o último. Nota: 6,0

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