Descansem em paz, Jean-Luc Picard / Charles Xavier
Definitivamente esta tem sido uma semana devastadora para os fãs de Star Trek. No domingo, dia 25, tivemos o falecimento por causas naturais do ator estadunidense Walter Koenig, o primeiro e mais famoso intérprete do alferes Pavel Chekov, navegador da nave USS Enterprise na série e filmes da Geração Clássica.
E ontem, quarta-feira dia 28 - embora a notícia só tenha se tornada pública hoje horas atrás - tivemos o falecimento do ator Patrick Stewart aos 86 anos, em sua casa e acompanhado por sua esposa, devido complicações da Doença de Alzheimer e da Demência com Corpos de Lewy (DCL). Aliás, corrigindo: de Sir Patrick Stewart, já que ele foi nomeado Cavaleiro do Império Britânico em 2010, pela Rainha Elizabeth II.
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| Walter Koenig |
Com uma extensa carreira no Teatro e Cinema, Patrick ficou mesmo (muito) famoso por dois papéis mundialmente marcantes para a Cultura Pop: o Capitão Jean-Luc Picard, da franquia Star Trek, inicialmente como comandante da nova versão da nave USS Enterprise no seriado de TV Jornada nas Estrelas: A Nova Geração (1987-1994); e o Professor Charles Xavier, mutante telepata super poderoso, e líder dos X-Men, personagens da Marvel Comics. Sua estréia nesta franquia foi em 2000, com X-Men: O Filme.
Para mim não há nenhuma dúvida de que Patrick Stewart foi um grande ator, e mesmo com papéis ligados a ficção científica e super-heróis, foram muitas as vezes em que sua atuação me emocionou. Sendo Charles Xavier, talvez seus momentos mais tocantes foram as interações com Jean Grey e Magneto, este último interpretado por Ian McKellen, que também é Sir, compartilhavam praticamente a mesma idade, e era grande amigo pessoal de Stewart fora das telas. E também, em todo filme Logan (2017), onde Charles Xavier reflete sobre a vida e a velhice.
Já como Capitão Picard, o número de grandes momentos é ainda maior. Mas quero escolher um muito marcante: trata-se do que seu personagem vive no episódio A Luz Interior (The Inner Light, no original), que no caso é o 25º episódio da 5ª temporada de Jornada nas Estrelas: A Nova Geração. Na trama, Picard encosta em uma misteriosa sonda alienígena e desmaia, para acordar só no final do episódio, no que seria mais ou menos equivalente a 20 minutos do tempo real.
Porém enquanto ele está desacordado, Jean-Luc vive décadas dentro de uma realidade virtual como habitante do planeta Kataan - um mundo cuja civilização foi extinta há muito tempo. Em outras palavras, a tal "sonda" foi um objeto que aquele povo construiu para transmitir sua História. Dentro da sua "viagem mental", o Capitão se casa, tem filhos, envelhece e aprende a tocar flauta. E quando acorda, ainda em choque por perceber que tinha uma "segunda vida", percebe que tudo, na prática, "aconteceu", já que ele agora de fato consegue trocar flauta com perfeição no mundo real. Considerado um dos melhores e mais emocionantes episódios de toda a franquia Star Trek, só mesmo assistindo para sentir o mesmo que eu ao escrever / relembrar sobre isto.






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