- Na seção Controle temos livros que falam de mecanismos de restrição da liberdade de pensamento e ideologias opressoras; como exemplos temos O Conto da Aia (1985), da autora canadense Margaret Atwood; O Processo (1925), do escritor checo Franz Kafka; e Ensaio sobre a Cegueira (1995) do escritor português José Saramago.
- A seção Poder conta com obras que tratam de forma ainda mais explícita o autoritarismo, governos, censuras, narrativas dominantes. Dentre elas temos 1984 (publicado em 1949), do britânico George Orwell; O Segundo Sexo (também de 1949), da francesa Simone de Beauvoir; e Glória (2022), da autora zimbabuana NoViolet Bulawayo.
- Já na categoria Voz temos livros sobre pessoas ou grupos historicamente silenciados, excluídos ou marginalizados. Por exemplo obras como O Sol É para Todos (1960), da estadunidense Harper Lee; e O Caçador de Pipas (2003), do afegão Khaled Hosseini. Nesta seção também temos os únicos livros de escritores brasileiros dentre os 100. São dois: Olhos d’água (2014), da escritora mineira Conceição Evaristo, e O Avesso da Pele (2020), do "carioca-gaúcho" Jeferson Tenório.
Olhos d’água é um livro de 15 contos independentes que retratam a dura realidade das pessoas negras na sociedade brasileira. Os primeiros nove contos são protagonizados por mulheres (mães, filhas, trabalhadoras domésticas e idosas), mas depois temos também contos protagonizados por homens. Em novembro de 2021 uma professora de história do Colégio Vitória Régia, em Salvador, foi afastada e posteriormente demitida após indicar a leitura desta obra para seus alunos, o que gerou repercussão nacional.
Já O Avesso da Pele é um romance ficcional, baseado em elementos reais, em que Pedro, de uma família negra em Porto Alegre, tenta reconstruir a história e morte de seu pai, professor assassinado em uma abordagem policial. Em 2024 o livro foi alvo de censura e retirado de escolas estaduais em 4 estados: GO, MS, PR e RS. Porém até o final do mesmo ano isto foi revertido, e ele chegou a ser incluído como leitura obrigatória na relação de livros para o vestibular da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).
- E finalmente, não poderia me esquecer da seção Memória, que coleta livros com o objetivo de preservar testemunhos pessoais e coletivos contra o apagamento deliberado em contextos ideológicos e/ou políticos. Como exemplos temos Pachinko (2017), da sul-coreana Min Jin Lee; Patriota (2024), livro póstumo de Alexei Navalny, morto neste mesmo ano por envenenamento em uma prisão da Rússia; e A Insustentável Leveza do Ser (1983), do escritor checo Milan Kundera.
![]() |
| Dua Lipa falou para você sair do celular e ler mais livros (ou o blog do Cinema Vírgula)! |



Comentários
Postar um comentário